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Incêndio destrói prédio do grupo CMN
Da Redação
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Eram 3h quando um incêndio destruiu ontem 80% do prédio onde funcionam o jornal Diário de Marília e as rádios Diário FM e Dirceu AM, do grupo CMN (Central Marília Notícias), de São Paulo. A Polícia Civil já está investigando o caso e trabalha com a possibilidade de atentado em função da linha editorial crítica à política local. A Associação Nacional de Jornais repudiou o ato e enfatizou a importância da liberdade de imprensa em nota.
Segundo informações da versão online do Diário de Marília, três homens encapuzados entraram no jornal, renderam e agrediram o vigia Sérgio Silva de Araújo, de 39 anos. Ele levou uma coronhada na testa, mas passa bem. Era o único funcionário na empresa naquele momento.
Ele contou à polícia que naquela madrugada uma mulher morena, aparentando cerca de 26 anos, pediu informações de como enviar carta a um programa da rádio. Abriu a porta e ao se virar para pegar um pedaço de papel foi rendido por dois homens encapuzados e armados com pistolas. Ele foi levado para uma sala ao lado da portaria e amarrado com as mãos para trás das costas com um pedaço de fio elétrico. “Eles mandaram eu ficar quieto e não reagir”, contou.
A quadrilha carregava galões de gasolina usados para incendiar o prédio. Eles teriam anunciado um assalto, mas as informações dadas à polícia foram de que nem chegaram perto do departamento financeiro da empresa.
Várias salas e equipamentos foram destruídos, entre eles o estúdio da Diário FM, equipamentos da Dirceu AM e documentos do jornal.
O grupo CMN ainda não sabe o valor do prejuízo.
A redação do jornal também foi destruída. Por enquanto, as informações serão veiculadas apenas pela página online do diário.
Leia a nota da ANJ na íntegra: “A Associação Nacional de Jornais – ANJ considera da maior gravidade o incêndio sofrido nesta madrugada pelo jornal Diário de Marília e as rádios Diário FM e Dirceu AM, da cidade de Marília, no Estado de São Paulo. Pelas características do episódio, trata-se de atentado, com o objetivo de intimidar o jornal e as emissoras de rádio.
Revolta e preocupa que empresas de comunicação sejam atingidas pela violência e intolerância. Esse tipo de atentado se reveste de conotações terroristas que nos remetem aos piores momentos da nossa História, que todos acreditávamos superados.
A liberdade de informar e ser informado é um bem maior da sociedade brasileira e não será cerceada por iniciativas criminosas e obscurantistas. Que prevaleça a lei e sejam logo identificados os culpados, para posterior e exemplar punição.
Brasília, 8 de setembro de 2005
Nelson P. Sirotsky
Presidente da ANJ”
Fonte:Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 12h38
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Mídia impiedosa
Eliakim Araujo (*)
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Cada vez mais a Internet amplia seu espaço como o veículo de informação preferido da sociedade moderna. Agora mesmo, o Observatório da Imprensa, website que tem como slogan “você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”, está promovendo uma pesquisa entre seus leitores para saber qual a mídia em que eles estão acompanhando o noticiário da crise política.
Até o momento de fechar a coluna, a internet ganhava disparado na preferência dos leitores com 50 por cento. Em segundo lugar aparece a TV aberta, com 18 por cento e, em terceiro, os jornais, com 16 por cento.
Isso é muito bom. O fortalecimento de uma mídia alternativa obriga os veículos tradicionais a melhorarem a qualidade e, principalmente, a veracidade da informação. E esvazia um pouco o poder da televisão, que até então reinava absoluta na preferência do consumidor de notícia.
Lembro de uma pesquisa, talvez de uns 20 anos atrás, que apontava a TV como a principal fonte de informação para 85 por cento dos brasileiros. Sobravam 15 por cento para todas as demais mídias. Por isso, temos que celebrar essa virada espetacular que a internet está proporcionando a quem quer aprofundar-se numa informação ou buscar outras fontes para uma análise crítica mais apurada do que acabou de ver nos noticiários assépticos da televisão.
Como o personagem do filme "Muito Além do Jardim", tenho um cunhado que é apaixonado pela TV. Com certeza é um remanescente daqueles 85 por cento que continuam fiéis e crédulos em tudo que os noticiários da TV dizem. Ele é incapaz de questionar, interpretar ou enxergar o que há por trás de uma notícia. E se você tentar mostrar a ele um outro lado, ele encerra a conversa de forma taxativa: “- mas eu vi no Fantástico e no Jornal Nacional”. E ponto final, argumentar o quê.
Se por um lado esse crescimento da preferência pela internet é saudável, por outro essa nova mídia oferece perigos exatamente pelo seu espectro amplamente democrático. Qualquer um pode ter um website ou um blog e sair por aí usando o espaço para criar inverdades a respeito de fatos ou pessoas, sobretudo nos dias atuais quando o país está sofrendo uma epidemia de denuncismo. E a rede tem um impressionante poder de multiplicação. Cada um que recebe determinado material que lhe agrada, política ou ideologicamente, passa para sua lista e recomenda que cada um passe adiante, criando uma corrente impossível de controlar.
É o caso de uma nota divulgada recentemente por um website, de credibilidade duvidosa, sobre a apresentação de um famoso DJ internacional na Granja do Torto, no mês de outubro próximo. Em termos grosseiros, a nota informa que o tal DJ, Tiesto, que cobra até 30 mil dólares por uma exibição, seria “mais uma farra com o dinheiro do trabalhador” e outras acusações do gênero. Dias depois, descobriu-se que Tiesto vai realmente se apresentar em Brasília, mas não na residência do presidente da república e sim numa casa de festas – privada - que tem o nome de Granja do Torto.
O assunto foi objeto de ampla e detalhada matéria do jornalista José Paulo Lanyi, publicada no Comunique-se e, mais tarde, transcrita no Observatório da Imprensa, ambos websites dirigidos preferencialmente à categoria dos jornalistas. Apesar de sobejamente provado tratar-se de um erro grosseiro e o próprio autor pedir desculpas, a nota está circulando e se multiplicando rapidamente pela rede, transformando uma mentira, fruto de má-fé ou falta de apuração, em verdade absoluta.
Esse é o risco de uma mídia ampla, geral e irrestritamente democrática como é a internet. Não sei se a nota mentirosa vai agravar a situação delicada em que se encontra o nosso principal mandatário, mas a divulgação de matéria ou informação imprecisa ou duvidosa pode levar à ruína gente como o leitor Raimundo Nonato de Oliveira Rufino. Ele me mandou um email contando o drama que está vivendo por causa de uma reportagem do Jornal Nacional:
“Sou um pequeno produtor de cana de açucar e vendia minha produção para pequenos vendedores de caldo de cana. Um dia fui surpreendido com a terrível notícia, veiculada no Jornal Nacional, dando conta da contaminação do caldo de cana no Estado do Espírito Santo. O caldo era bem aceito pelos consumidores, inclusive os trabalhadores da Coca-Cola, paravam o caminhão de entregas e tomavam caldo de cana e eu brincava com eles dizendo que só quem batia na Coca-Cola era o caldo produzido por nós. Hoje as vendas despencaram, paralizei minhas atividades, um amigo já vendeu sua garapeira... Enfim, fomos todos esmagados pela Globo”.
Não vi a reportagem citada pelo leitor. Mas certamente deve ter sido uma dessas matérias sem continuidade. Vão ao ar uma única vez, lançam uma suspeita, sem a correta comprovação científica, e fica por isso mesmo. O mal está feito.
Quanta gente humilde (ou não) por esse Brasil afora é prejudicada por informações erradas, imprecisas ou sensacionalistas e ninguém fica sabendo! São as vítimas inocentes e silenciosas da mídia impiedosa e, às vezes, irresponsável. Matérias que podem fazer ruir a honra das pessoas, como no emblemático caso da Escola Base de São Paulo, ou um pequeno negócio, como o do Rufino e seus vendedores de caldo de cana, gente humilde que não tem como se defender dos ataques.
(*) Ancorou o primeiro canal internacional de notícias em língua portuguesa, a CBS Brasil. Foi âncora do Jornais da Globo, Manchete e SBT e noticiarista da Rádio JB. Tem uma empresa de assessoria em jornalismo e marketing.
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 12h39
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PATRIMÔNIO
Parceria viabiliza restauração de relógio movido à água
O governador Blairo Maggi (PPS) reinagura nesta quinta-feira (8), às 19h, em Nossa Senhora do Livramento, a 30 km da Capital, o relógio da Fonte Pública, instalado na praça Central do município.
Além do relógio, que é movido à água e foi trazido da França na década de 1940, os 1.246m2 de área da praça que abriga o monumento também estão sendo recuperados, através de projetos de ilumingação e de paisagismo que valorizam a beleza do local.
A restauração está sendo possível graças à parceria entre o governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, empresas da iniciativa privada, como a Rede Cemat, e a população. A recuperação foi o resultado dos esforços dos participantes do Projeto "Amigos da Hora", criado em 2000.
"É um conjunto de pessoas que entenderam que a restauração não precisaria ser feita apenas com os recursos do Estado, que o governo também precisa de parceiros", analisa Marcio Nei Miranda Prado, que integra o grupo.
"Esse projeto não deve se restringir apenas ao relógio e também não só em Livramento, pode acontecer em outros municípios e com outros monumentos", avalia. Para ele, o relógio, ao longo dos anos passou a ser uma referência para o povo e também um cartão postal do município.
"A intenção é garantir que as gerações futuras não deixem de conhecer os valores e as belezas produzidas por nossos antepassados, além de valorizar a história de Livramento", afirma Marcio Nei, que além de integrar o projeto Amigos da Hora, está coordenando a I Festa da Integração e Festividades em homenagem à padroeira de Nossa Senhora do Livramento, que acontece entre os dias 8 a 11 de setembro, cuja solenidade de abertura (às 20h na praça de eventos) também contará com a presença do governador Blairo Maggi.
História
A cidade de Nossa Senhora do Livramento possui pelas suas características peculiares, um dos mais ricos acervos históricos representativos da cultura livramentense e mato-grossense.
Um dos mais antigos municípios do Estado, com 273 anos, Nossa Senhora do Livramento teve sua origem no povoado de Cocais, que surgiu com a exploração de ouro a partir do século XVIII. Como a maioria das cidades fundadas nessa época, conta com um rico acervo arquitetônico, a exemplo do relógio, que em função do rápido crescimento da região esteve ameaçado de desaparecer ou de ser descaracterizado.
O relógio da fonte pública foi idealizado pelo Frei Salvador Roquette, vigário da igreja local, com o apoio do prefeito Emiliano Monteiro, do governo de Júlio Muller e, em especial, da mulher dele, Maria de Arruda Muller.
"A gente sente que na alma do povo o relógio representa muito. Se eu não tenho relógio, sei que é meio dia pelas doze badaladas, hora de tirar o terço na igreja. Às sete horas, os sete sinos, hora da missa. Então é referência", conta Marcio Nei.
Tombamento
Em 2000, graças a um projeto de autoria do deputado Carlos Brito (sem partido), foi aprovada a Lei 3.382, tombando como patrimônio histórico do Estado de Mato Grosso, o monumento conhecido por Relógio da Fonte Pública, instalado no Município de Nossa Senhora do Livramento.
Informações:
Festa da Integração e Projeto Amigos da Hora
8403-5470/3631-1482
Escrito por Sindjor/mt às 12h33
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Governador lança em Livramento I Festa da Integração
Todos os anos, há mais de dois séculos, o município de Nossa Senhora do Livramento (30 quilômetros da capital) mantém a tradição de promover os festejos em comemoração ao aniversário da santa padroeira, no dia 8 de setembro. Em 2005, as festividades ganham uma nova atração, a I Festa da Integração e Festividades em homenagem à padroeira de Nossa Senhora do Livramento, que será realizada entre os dias 8 a 11 de setembro na praça de eventos.
A festa, que promete integrar o calendário cultural, religioso e turístico do Estado será prestigiada pelo governador Blairo Maggi (PPS), que participará da solenidade de abertura, às 20h.
O termo "Integração" deve-se à identidade cultural e religiosa entre os municípios mato-grossenses, Nossa Senhora do Livramento; Cuiabá; Várzea Grande; Cáceres; Poconé; Santo Antônio do Leverger e Jangada, que tem como rei o livramentense João Virgílio do Nascimento Sobrinho, Procurador Geral de Mato Grosso.
O coordenador do evento, Marcio Nei Miranda Prado, explica que o objetivo da Festa da Integração, além de se tornar mais uma forma de homenagear Nossa Senhora, pretende unir e fortalecer a região destacando o potencial turístico dos municípios participantes, alicerçados na força e riqueza da cultura mato-grossense.
A infra-estrutura montada conta com dois palcos onde serão feitas apresentações de grupos folclóricos e shows de bandas, além da montagem de stands onde serão servidos pratos tipicamente mato-grossenses, como paçoca de pilão, Maria Isabel e farofa de banana. A entrada para a festa será gratuita e pela comida será cobrado apenas um valor simbólico.
Queima de fogos
"Pela tradição, ao longo dos anos, nas festas de santo o momento ímpar da festa é a queima de fogos e a saída da bandeira. Nos quatro dias da festa faremos queima de fogos", conta Marcio Nei. Para ele, além da de representar uma homenagem de fé e louvor dos fiéis, o show pirotécnico acaba se tornando uma atração especial.
A novena iniciada no último dia 31 de agosto será encerrada no primeiro dia festa (8.9), uma hora antes da abertura das festividades. "Teremos também a solenidade de coroação da santa," destaca Marcio Nei acrescentando que duas missas campais serão realizadas, uma no dia nove, às 18h e outra no dia do encerramento às 19h.
Réplicas
O público que prestigiar a I Festa de Integração terá a oportunidade de contemplar a obra do cenógrafo cuiabano, João César, que fará a réplica de sete igrejas de municípios participantes, em tamanho real. A qualidade do trabalho do cenógrafo já é conhecido do público que visitou o evento Vitrine Artesanal realizado no Parque Mãe Bonifácia em dezembro do ano passado, em Cuiabá.
A escolha do tema deve-se ao reconhecimento histórico de que a igreja em todas as antigas comunidades serviu de marco para a fundação de cidades. Em frente a cada réplica o público terá acesso a um texto produzido especialmente para explicar o surgimento histórico de cada igreja e também o porquê do nome dos santos que cada uma delas recebe.
Foram construídas as réplicas da 1.ª Igreja do município de Nossa Senhora do Livramento; Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Cuiabá); Igreja de Nossa Senhora da Guia (Várzea Grande); Capela do Descalvado (Cáceres); Igreja do Menino Jesus (Poconé); Igreja Santo Antônio (Santo Antônio do Leverger) e Igreja Nossa Senhora de Aparecida (Jangada).
Informações:
Assessoria de imprensa
Festa da Integração - 3631-1482/8403-5470
Escrito por Sindjor/mt às 12h26
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A frase de Lula que virou case da Brastemp
Denise Moraes
Quinta-feira, 25 de agosto. O dia corria normalmente na Talent, em São Paulo, quando um acontecimento acelera o já frenético ritmo da agência.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em um discurso defendendo o Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, declarou seu otimismo com a política econômica, e reconheceu que, apesar de não trazer um resultado fantástico neste ano, sua tendência era melhorar no futuro.
No entanto, a questão foi a expressão que Lula utilizou: em vez de usar um adjetivo qualquer, o presidente disse que o resultado econômico “não seria uma Brastemp”, em referência à famosa marca de eletrodomésticos e a um bordão criado numa campanha de 13 anos atrás, pela própria Talent.
Ainda com a conta da Brastemp, a agência agiu rápido para aproveitar a oportunidade da campanha que acabara de cair em seu colo. Para isso, a dupla de criação, Luiz Fleury e Paulo Januário, selecionou as manchetes de dois grandes jornais brasileiros, O Globo e Folha de S.Paulo, as quais destacavam a declaração de Lula.
“A intenção, ao usar manchetes jornalísticas, foi causar impacto. Não fomos nós que dissemos ou lembramos de nada, mas o próprio presidente. E os jornais registraram isso”, explica Fleury.
A propaganda, que nem parece anúncio, é conhecida no meio publicitário como "anúncio de oportunidade". Esse tipo de anúncio ocorre quando alguma situação, que geralmente não tem nada a ver com o produto, faz com que as pessoas se lembrem dele ou o associem de alguma forma.
Para tanto, o anúncio deve ser produzido a toque de caixa, enquanto as pessoas ainda têm condições de se lembrar da situação à qual ele se refere. Foi o caso do anúncio feito pela Talent: a declaração de Lula foi feita no dia 25; no dia 26, ela estampava os jornais; e no dia 27 também, mas dessa vez dentro do anúncio da Brastemp.
No caso específico da Brastemp, o espantoso é o fato de um bordão com mais de 10 anos de existência ainda fazer parte do vocabulário das pessoas. “Falar que algo ‘não é uma Brastemp’ entrou na linguagem popular, virou expressão. Isso é um orgulho para a agência”, diz Fleury.
A longevidade da campanha da Brastemp é realmente um fator impressionante. Na época de sua criação, ela deu tão certo que gerou variáveis, utilizadas até hoje. A poltrona recebeu, além dos dois amigos do comercial original, casais, pais e filhos e famosos.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h03
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Anticase do mês: a "mala" de Valério
Denise Moraes
O "Roda Viva" é considerado o maior chamariz de audiência e venda de anúncios da TV Cultura. Há dezenove anos no ar, o programa conquistou credibilidade rara no mercado e suas entrevistas são tão históricas que a Cultura acertou ao transformá-las em DVD e vendê-las ao público no dia seguinte à exibição do programa.
No entanto, o mesmo departamento de marketing que teve a idéia de comercializar os DVDs do "Roda Viva" trocou os pés pelas mãos ao promover o que seria a entrevista mais bombástica do programa.
No dia 5 de setembro, o "publicitário" Marcos Valério iria ao programa. Para promover essa exclusiva perante o mercado e os possíveis anunciantes, o marketing da Cultura extrapolou: em uma infeliz ligação entre Valério e as acusações que pesam sobre ele, foi enviada uma mala, contendo o material promocional e o preço de inserções publicitárias para o “Roda Viva”, para diretores de mídia de 20 agências de publicidade.Segundo nota publicada no jornal Folha de S.Paulo, o material não fez muito sucesso entre os publicitários agraciados com o seu envio. Vários profissionais que receberam o material afirmaram que a idéia foi de mau gosto.
Curiosamente, um dia antes, a assessoria de Marcos Valério cancelou sua presença no "Roda Viva", alegando que ele foi convocado para depor na Polícia Federal de Brasília. A Cultura confirmou a versão da assessoria, mas não soube informar se a estratégia do departamento de marketing havia surtido algum efeito entre os anunciantes.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h59
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O cactus do diretor
José Paulo Lanyi
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Ouço uma entrevista online com o Tom Zé na Rádio Metodista, produzida pela Universidade Metodista de São Paulo. Em certo momento, ele hesita, não sabe se deve falar de temas mais polêmicos no veículo de uma instituição religiosa. O professor que o entrevista deixa-o à vontade, diz que aquela é uma emissora universitária. Tom Zé vai em frente.
Pouco tempo atrás, passei por algo semelhante quando fui chamado para o programa “Clip Gospel”, da Rede Gospel de Televisão. Embora a atmosfera fosse jovial e dinâmica, fiquei em dúvida se deveria ou não divulgar a webnovela que estamos produzindo na allTV. "Será que novela é pecado para a Igreja Renascer?", me perguntei, mas acabei arriscando e deu certo, o apresentador Marcelo Aguiar foi simpático e apoiou o meu "comercial".
Acho que eu teria tido menos sorte, se, numa TV ou numa Rádio Record, viesse a falar de uma das minhas primeiras reportagens, quando estudava na Cásper Líbero. Escolhera a Igreja Universal como palco de uma matéria sobre religião. E testemunhei uma roubalheira inominável sobre a pele ressecada dos miseráveis. Assunto tabu na Record, tratado assim, sem meias-palavras.
Não pense que o tema da coluna de hoje é o telhado de vidro, ou o dogma, ou o radicalismo das religiões. Tudo isso, na verdade, me remete à uma palavra fantasmagórica, a um vocábulo assombroso que, entra reunião de pauta, sai reunião de pauta, pulula nas mentes dos atormentados das Redações: autocensura.
A dúvida do Tom Zé, a minha dúvida, a dúvida do pauteiro, do repórter ou do editor é siamesa com o que chamamos de "linha editorial" do veículo em questão. A pergunta é esta: "Será que vão me deixar falar 'isso'?". Afinal, "isso" é o que, supostamente, contraria os interesses dos donos da quitanda que fala.
Esse advérbio, "supostamente", é a concessão da realidade. Explico: cansei de ver colega dizendo "Ah, 'isso' é melhor não sugerir porque 'a casa' não vai gostar". Ou "Nem pensar, melhor não falarmos na reunião, 'isso' não passa". Aí alguém chega e sugere. Para surpresa geral, o editor-chefe aceita. A reportagem é veiculada e de estorvo passa a ser a cereja do bolo daquela edição.
Há que se evitar a conclusão de que o dono do jornal, o dono da emissora não vai gostar, e que por isso não se deve sugerir a pauta. Isso é autocensura. Muitos chefes acomodados cultivam esse cactus embaixo da mesa. Assemelham-se, não raro, a feitores mais rigorosos do que o dono da Casa Grande. Querem mostrar serviço às avessas.
Falo dos chefes, mas a arraia-miúda também gosta de sentir e de incutir medo. Fácil explicar. Medo garante o emprego (de novo, "supostamente"...). Aprecio a prudência, mas rechaço a tolice fundada na pusilanimidade.
Jornalista que se preza tem a obrigação de brigar pela pauta que considera importante. Deve-se tentar, deve-se buscar o sim ou o não, jamais se omitir.
Ou, então, que fique lá a regar o cactus do diretor... Quem sabe não nasce uma florzinha...
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h53
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Justiça proíbe A Tribuna de noticiar fraude na prefeitura de Santos
Da Redação
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Desde ontem, o jornal A Tribuna, de Santos (SP), está proibido de noticiar o teor do processo administrativo contra a funcionária Sônia Maria Precioso de Moura movido pela Prefeitura Municipal, pelo menos até o seu julgamento final, sob pena de pagar multa de R$ 50 mil por publicação. Ela é acusada de desviar dinheiro da folha de pagamento da Prefeitura. A decisão partiu do juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10º Vara Cível de Santos, a pedido de Sônia.
Há um mês o jornal vem acompanhando a investigação da Comissão Especial de Inquérito da Prefeitura de duas funcionárias do departamento de Recursos Humanos. “Na edição de ontem a gente teve acesso a uma cópia do depoimento de Sônia na Comissão. No final do dia, um oficial de Justiça nos apresentou a liminar”, lamenta Arminda Augusto, editora-executiva de A Tribuna.
A jornalista informou que o departamento jurídico do diário deve entrar com um agravo de instrumento para tentar derrubar a liminar. “É uma pena, afinal a Comissão Especial de Inquérito tem se pautado em cima de nossas denúncias”.
Tal decisão não impede que A Tribuna acompanhe os trabalhos da Câmara e do Ministério Público, que também apuram os fatos.
A Associação Nacional de Jornais protestou, em nota, contra a decisão judicial, que, segundo a entidade, se trata de mais um caso de censura prévia à imprensa brasileira.
Leia a nota na íntegra:
“A Associação Nacional de Jornais – ANJ protesta com veemência contra mais uma decisão judicial no sentido de impor censura prévia à imprensa brasileira.
Desta vez, a censura determinada pela Justiça, totalmente inconstitucional, vitimou a Tribuna, de Santos, em São Paulo.. Por decisão do juiz José Alonso Beltrame Júnior, da Décima Vara Cível de Santos, o jornal está proibido de divulgar informação relativa a processo administrativo que envolve funcionária da prefeitura da cidade acusada de desvio de dinheiro público. O absurdo da decisão é reforçado por multa de R$ 50 mil por “cada divulgação indevida”.
A ANJ assinala que essa violência não atinge apenas o jornal, mas é uma afronta ao direito de informação de todos os cidadãos. É lamentável e preocupante que estejam se repetindo com tanta freqüência decisões judiciais de censura prévia. Elas configuram um ataque à Constituição e à sociedade brasileira.
Que as instâncias superiores do Poder Judiciário corrijam mais esse atentado à liberdade de expressão.
Brasília, 2 de setembro de 2005
Nelson Pacheco Sirotsky Presidente da ANJ”
Fonte: Comunique-se |
Escrito por Sindjor/mt às 18h51
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