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Jornal do Estado estréia Blog da Redação

Bia Moraes, de Curitiba

Passando por transformações gráficas e de conteúdo em seu website, o diário Jornal do Estado, de Curitiba (PR), acaba de estrear uma novidade na Internet: um blog onde todos os jornalistas da redação – inclusive fotógrafos e o ilustrador – postam comentários, opiniões pessoais, últimas notícias e notas. O blog é aberto, também, à participação dos internautas, que podem publicar comentários, críticas e sugestões.

De acordo com a diretora de redação, Josianne Ritz, a novidade vem agradando internautas, leitores do jornal e os próprios jornalistas, que estão se sentindo estimulados a participar do blog da redação. “A equipe técnica já me avisou que, desde a estréia do blog, nesta segunda-feira (26/09), o número de visitas ao site já cresceu. No início da semana que vem vamos receber o relatório completo com os números”, comemora.

Josianne conta que a idéia do blog partiu dela e do superintendente do jornal, Roney Pereira. “Nos espelhamos no trabalho de outros blogs jornalísticos, como os do Noblat e do Fernando Rodrigues, principalmente”.

O blog começou a ser publicado em meio a um processo de mudanças que ainda não está concluído, revela a diretora de redação do JE. “Estamos reformulando o design do site e também algumas coisas na versão impressa. Uma delas é não publicar algumas matérias no site, chamando o leitor para o impresso. Por outro lado, vamos fazer também o contrário: na Internet publicaremos conteúdos complementares a matérias que não forem para o impresso, por questão de espaço”, explica.

No caderno de Cultura do JE, outras mudanças: alguns colunistas saíram do impresso e estão sendo convidados a migrar para o website. A editoria do Espaço 2 também acaba de mudar de mãos. O jornalista Alessandro Martins passou a ser repórter especial para Cidades, e Adriane Perin, ex-Gazeta do Povo, é a nova editora do caderno de Cultura.

Hoje (30/09) o blog da redação do JE começou a sofrer de um problema comum a outros blogs abertos para comentários dos usuários: mensagens com ofensas e palavras de baixo calão, dirigidas aos jornalistas.

“Já havíamos recebido mensagens com críticas a algumas matérias e à postura de alguns jornalistas, mas tudo dentro do limite da educação, do bom-senso. Agora, teve um comentário que realmente era muito pesado, com muita baixaria. Esse eu tive que tirar do ar”, comenta Josianne.

Ela explica que neste momento estão sendo discutidas as melhores medidas a tomar nesses casos. “Já estamos consultando o pessoal do Noblat para saber como agem em questões como essa”. Josianne Ritz encara esse tipo de problema como natural e inerente a um blog aberto. “Estamos começando, vamos nos adaptando conforme as coisas vão acontecendo”, opina.

O sistema de publicação do blog da redação do JE permite que os jornalistas que possuem a senha possam postar suas mensagens a partir de qualquer computador.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 16h17
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O juiz que nos orgulha

Eloisa Nascimento (*)

Há 30 anos, porque estavam cismados com o então governador Paulo Egydio Martins e com o secretário de Cultura, José Midlin, policiais do DOI-CODI, uma espécie de Gestapo da ditadura militar, prenderam o jornalista Vladimir Herzog na noite de 24 de outubro de 1975. Editor de jornalismo da TV Cultura, o jornalista fechou o telejornal noturno e foi se apresentar para dar explicações na sede da política. No dia seguinte, estava morto, pendurado pelo pescoço no vitrô de sua cela.

A história todo mundo sabe e quem não sabe deve saber para que não fique só para o PT a fama de ter lutado contra a ditadura e ter "reconstruído a democracia" como a filósofa delirante Marilena Chauí declara.

Documentários e livros estão novamente dando registro à história que começou a derrubar o governo militar. A missa de Vladimir Herzog oficiada por D. Evaristo Arns, ao lado do arcebispo D. Helder Câmara e do rabino Shoebel, teve oito mil pessoas na catedral da Sé.
Nesta semana, a revista 'IstoÉ' traz uma matéria relatando o fato. Traz uma entrevista de Clarice Herzog, que não se profissionalizou como perseguida e nem ganha pensão milionária como muitos "reconstrutores" da democracia percebem suas aposentadorias por terem sido presos, torturados, perdido o emprego, ou simplesmente obrigados a ir embora do país.

Há quase um ano (21/10/2004) o colunista Cláudio Humberto publicava que jornalista morto vale menos, ao divulgar que a viúva de Herzog recebeu apenas R$ 100 mil em razão do processo movido contra a União, enquanto outros, como o escritor Carlos Heitor Cony, receberam muito mais – Cony recebeu pela demissão do jornal em que trabalhava R$1,4 milhão e mais R$19 mil mensais de pensão vitalícia, entre tantos que se locupletaram com o presente que o neoliberal Fernando Henrique conferiu aos seus colegas de combate ao regime militar, incluindo os petistas e o presidente Lula, é claro. Dessa herança do tucanato, nenhum petista reclama.

Esses fatos estão gravados na história recente do Brasil. Mas há outros heróis nessa resistência. Há o homem que assistiu à missa por Herzog de longe, em uma pastelaria. Um homem que decidiu que "não podia passar a vida de forma velada, na esquina, comendo pastel". Esse homem é o juiz que deixou o país perplexo ao desafiar a ditadura e condenar a União pela morte de Vladmir Herzog, um homem que assumiu o lugar do veterano juiz que deveria dar a sentença no processo que Clarice moveu contra o governo federal. O juiz que o sucedeu, de 32 anos, estava no começo da carreira e deveria pensar no seu futuro e não desafiar os militares, pensavam. Só que ele desafiou e contou à revista 'IstoÉ' desta semana que tirou férias, se trancou em casa com o processo na mão. Aí veio a sentença que colocou a magistratura na trincheira, uma sentença de 45 laudas datilografadas. O final: "Pelo exposto, julgo a presente ação procedente e o faço para, nos termos do artigo 4º, inciso I do Código de Processo Civil, declarar a existência de relação jurídica entre os autores e a ré, consistente na obrigação desta indenizar aqueles pelos danos materiais e morais decorrentes da morte do jornalista Vladimir Herzog, marido e pai dos autores, ficando a ré condenada em honorários advocatícios que, a teor do artigo 20, parágrafo 4º do mesmo diploma legal, fixo em Cr$ 50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros). Depois da lição de coragem, ainda deu outra de humildade: "Tratei o processo como trataria qualquer outro dos 11 mil que estão em andamento na 7ª Vara."

O juiz federal João Gomes Martins Filho que antecedera o jovem juiz declarou à época: "Lançou-se sobre o Poder Judiciário a dúvida a respeito da dignidade, da coragem e da honradez do juiz que me substituísse... Enganaram-se os que assim pensaram porque, talvez mais forte, mais elegante e mais alta se elevou a voz de um jovem magistrado para deixar bem claro que ainda há juízes no Brasil..."

O homem que desafiou a ditadura em nome da Justiça é o juiz federal Márcio José de Moraes e deu a sentença em plena vigência do AI-5. Hoje é desembargador e presidiu o Tribunal Regional Federal. Nasceu em Jacareí onde morou muitos anos. Hoje ele também faz parte da história recente do Brasil.

É desse juiz que nós, jacareienses, nos orgulhamos e queremos contrapô-lo ao outro, o árbitro, que o vulgo das arquibancadas chama de "juiz" e que virou "juiz ladrão". Os dois, por coincidência, estavam nas revistas semanais mais importantes do país.

(*) Jornalista e diretora do Diário de Jacareí (SP)

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 16h15
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Presidente venezuelano Hugo Chávez grava o“Roda Viva” em Brasília nesta sexta-feira

Fonte: ML&A Comunicações

 

O programa “Roda Viva” da próxima segunda-feira (03/10), às 22h30, pela TV Cultura, traz uma entrevista especial com o polêmico presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Comandado pelo jornalista Paulo Markun, esse programa será gravado nesta sexta-feira (30/09), às 16h, em Brasília. 

Tenente-coronel reformado do Exército, professor e mestre em ciência política, Hugo Chávez foi um dos líderes de um golpe militar realizado em 1992 contra o então presidente Carlos Andrés Perez. Chávez foi eleito presidente em 1998. Em 2004 houve um referendo sobre sua permanência no poder, com recorde de participação eleitoral. Dos 9 milhões de venezuelanos que foram às urnas, 59,3% apoiaram sua permanência como presidente.

Chávez defende um Estado independente, uma democracia participativa e o desenvolvimento de programas sociais nas comunidades carentes. Seus opositores, porém, acreditam que ele pretende criar um governo autoritário, e para isso estaria reforçando o poder do Estado e usando o dinheiro do petróleo para ganhar o apoio da população mais carente. 

Considerado por alguns analistas políticos como o mais interessante personagem da América Latina das últimas décadas, Hugo Chávez tem fechado cada vez mais o cerco à imprensa desde sua volta ao governo e provocado os governos dos países do Primeiro Mundo. Ele tem procurado apoio em vários grupos de esquerda no mundo e se considera um grande amigo do presidente Lula.

Participam da bancada de entrevistadores do presidente venezuelano: o jornalista e escritor Fernando Morais; Eliane Cantanhêde (colunista do jornal “Folha de S.Paulo); Luiz Carlos Azedo (repórter do jornal “Correio Brasiliense”); Vicente Adorno (editor de Internacional do “Jornal da Cultura”); Ricardo Amaral (repórter da Agência Reuters); o jornalista e escritor Bob Fernandes e Lourival Sant’Anna (repórter especial do jornal “O Estado de S.Paulo”).

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 18h19
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Resenha: "Imprensa Brasileira - Personagens que fizeram história

Rodrigo Manzano

Chegou às livrarias no começo deste semestre o primeiro volume da coleção "Imprensa Brasileira – Personagens que fizeram história", organizado pelo professor e pesquisador José Marques de Melo, também colunista da revista IMPRENSA. O livro é uma coletânea de artigos sobre a história de personalidades que atuaram na construção do jornalismo no Brasil, reunidos a partir da Rede Alfredo de Carvalho, grupo de pesquisadores da história da imprensa espalhados por todo o território nacional. Os artigos foram inicialmente publicados nesta revista, na seção "200 Anos – 1908 – 2008".

Há pouca bibliografia sobre a história da imprensa no país. A mais completa – e de maior autoridade – foi escrita por Nelson Werneck Sodré, sem contudo atingir o objetivo minimalista de recortar a trajetória jornalística brasileira a partir de histórias particulares dos bravos pioneiros das redações. Este é o trabalho que vem sendo executado com esforço por Marques de Melo e os pesquisadores que herdam sua trajetória intelectual. 

Vale lembrar que esse esforço esbarra nas dificuldades gerais e particulares do mundo da pesquisa. Ainda mais quando se pesquisa História. E mais ainda quando é a História da Imprensa: não há abundância de fontes, não há tradição de investigação na área, não há registros organizados. Há, sim, a dedicação destes pesquisadores que lutam para que o jornalismo brasileiro não sofra de esclerose no futuro. 

Imprensa Brasileira – Personagens que fizeram história (v.1)
José Marques de Melo (org.)
224 pág.
Imprensa Oficial 
R$ 62,00

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 18h14
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Diploma: Fenaj e SJPSP pressionam e TRF marca julgamento

Da Redação

Os recursos de agravo de instrumento e de apelação da Federação Nacional de Jornalistas e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo contra a decisão que derrubou a exigência do diploma para o exercício profissional de jornalista têm data para serem julgados: dia 26/10. O juiz convocado Manoel Álvares, do Tribunal Regional Federal – 3ª Região, pediu, no último dia 23/09, a inclusão do processo na pauta da sessão daquele dia. O presidente do SJSP, Fred Ghedini, pediu recentemente, através de telegrama, urgência no julgamento.

O advogado que representa a Fenaj e o sindicato, João Roberto Piza Fontes, disse ser “muito importante que tenha sido designada a data para o julgamento”. Ele acredita que a decisão será favorável às entidades.

Dirigentes sindicais de todo o país devem assistir à sessão, já que o julgamento é público.

A exigência de formação superior em Jornalismo para o exercício da profissão foi suspensa em outubro de 2001 pela juíza substituta Carla Rister, da 16ª Vara Cível da Justiça Federal, em São Paulo. O recurso impetrado pela Fenaj e pelo SJPSP para derrubar essa decisão tramita há quatro anos no TRF da 3ª Região.

Para apressar o julgamento, a Fenaj e sindicatos deram início à Campanha de Valorização da Profissão. Jornalistas de todo o país enviaram e-mails e telegramas ao juiz pedindo urgência no caso.

A informação é do site do SJPSP.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 18h09
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Blog do Juca

O Juca Kfouri se rendeu ao Blog. Como não poderia ser diferente, é sobre esporte. Assunto que o Juca domina como ninguém... Vale a pena dar uma olhada. O endereço é: http://blogdojuca.blog.uol.com.br



Escrito por Sindjor/mt às 16h29
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XV Enjac

CARTA DO RIO DE JANEIRO

Os jornalistas brasileiros trabalhadores em assessoria de comunicação, reunidos em seu XV Encontro Nacional, realizado no Rio de Janeiro no período de 22 a 24 de setembro de 2005, vêm de público manifestar seu engajamento na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas, que tem à frente a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Entendemos que a criação do CFJ representará um significativo passo na defesa da nossa profissão, cuja regulamentação vem sendo constantemente atacada, seja pelos donos da mídia, seja pelos grupos políticos que temem perder o controle da informação.

Da mesma forma, defendemos a formação específica e exigimos mais qualidade nos cursos de graduação em Jornalismo. A exigência do diploma e a regulamentação da profissão se fazem necessárias para garantir à sociedade uma informação ética, isenta e responsável. É contra esse desejo da categoria que se insurgem muitos dos que combatem a criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Por essas razões, os jornalistas em assessoria de comunicação encontram-se engajados na Campanha Nacional pela Valorização da Profissão de Jornalista.

Falar em valorização da profissão de jornalistas significa, também, valorizar o segmento de jornalismo em assessoria de comunicação – que hoje já representa a maioria dos postos de trabalho no País. É público e notório que nossa atuação profissional em assessorias de imprensa – função que é privativa de jornalistas – garante a definição de políticas de comunicação e a conseqüente produção de informações de qualidade, além do desenvolvimento de um trabalho mais eficiente, seja com os veículos de comunicação, seja com o público interno ou mesmo com a sociedade.

Na busca pela constante capacitação profissional, defendemos que, entre outras melhorias, os cursos de Jornalismo tenham a cadeira de Assessoria de Comunicação como disciplina obrigatória, que agregue ferramentas e elementos relacionados com as novas tecnologias e que tenha interação com a prática do mercado.

A prática constante do exercício da profissão com ética é fator fundamental para o fortalecimento do segmento de Assessoria de Comunicação. Por isso mesmo, vamos dar início a uma ampla campanha pelo cumprimento de todos os preceitos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

Não poderíamos ficar sem nos manifestar sobre a situação política brasileira. Os jornalistas em assessoria de comunicação exigem a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e a punição de todos os envolvidos. Assim como se manifestam pela instalação de um ambiente ético no mundo dos negócios e da política, historicamente comprometido pelos interesses privados em detrimento do interesse público.

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2005.


Escrito por Sindjor/mt às 12h41
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Assessores de comunicação reafirmam necessidade da luta pelo CFJ e diploma
 
A continuidade da luta pelo Conselho Federal dos Jornalistas, a busca de uma Convenção Coletiva Nacional para o segmento e a inclusão da disciplina de assessoria de imprensa nos cursos de Jornalismo foram algumas das resoluções do XV ENJAC. Realizado no RJ de 22 a 24 de setembro, o evento teve cerca de 350 participantes. Foi aprovada a Carta do Rio de Janeiro e definido que Fortaleza sediará o XVI ENJAC.

A exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão e a manutenção da luta pela criação do Conselho Federal de Jornalistas foram alguns dos temas que dominaram os debates. A valorização da profissão e a inclusão da disciplina de Assessoria de Comunicação – em caráter obrigatório – no currículo universitário também mereceram destaque. Além disso, foram discutidas diversas questões ligadas ao cotidiano do setor.

O plenário do XV ENJAC, por unanimidade, autorizou a Executiva e o departamento de Mobilização e Assessoria de Imprensa da FENAJ a iniciarem conversações com o Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (Sinco). A proposta é de que se busque a celebração de uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional para o segmento de assessoria de imprensa. Veja, a seguir, a íntegra do documento final do XV ENJAC.



Escrito por Sindjor/mt às 12h39
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Proposta de nova tabela da CAPES reduz Jornalismo à especialidade
 
Divulgada no dia 15 de setembro, a nova tabela das áreas de conhecimento do sistema CAPES / CNPq / FINEP provocou grande descontentamento entre professores e pesquisadores em Jornalismo. A classificação dada ao campo do Jornalismo foi rebaixada de sub-área de Comunicação para uma especialidade. Os envolvidos com a questão consideram que esta mudança prejudicará o desenvolvimento da pesquisa em jornalismo.

A nova tabela das áreas de conhecimento foi proposta por uma comissão especial formada por representantes do CNPq, da CAPES e FINEP, criada com a intenção de "ser um instrumento para organizar informações visando implementar, administrar e avaliar seus programas e atividades", segundo documento publicado na página da CAPES. O documento publicado é uma versão preliminar para discussão.

Uma das primeiras a reagir à proposta foi a jornalista Tattiana Teixeira, doutora em Comunicação e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo que fez circular na Internet (que publicamos neste boletim), ela aponta que a proposta é inaceitável. “...fica difícil entender que lógica epistemológica explica, ao mesmo tempo, a presença adequada e coerente de Relações Públicas e Publicidade como subárea, uma demanda legítima, e a supressão do Jornalismo – a mais antiga área de conhecimento que deu origem ao campo da Comunicação –, que só aparece, na nova tabela, na enorme e confusa lista de especialidades”, sustenta.

Tattiana propõe que as sociedades científicas que abrigam os pesquisadores em Jornalismo, desenvolvam ações conjuntas com as demais instituições do campo para dialogar com a comissão responsável pelo documento para buscar a preservação do Jornalismo como sub-área da comunicação.

Outro que de pronto reagiu foi o também doutor em comunicação e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson da Silva Gomes. Para ele, a proposta de nova tabela demonstra duas situações no mínimo esquizofrênicas. A primeira é a substituição de Ciências Sociais Aplicadas por "Ciências socialmente aplicáveis", que pode sugerir que as demais áreas poderiam ser classificadas como ciências inaplicáveis. A segunda é o rebaixamento da sub-área de Jornalismo para uma especialidade, confrontando-se com o grande crescimento e consolidação deste campo de conhecimento, principalmente no âmbito da produção científica.
Fonte: Fenaj


Escrito por Sindjor/mt às 12h38
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Ricardo Noblat é destaque no site Clarin.com

Renato Barreiros, de Buenos Aires



O site do jornal Clarín, o mais lido da Argentina, publicou em destaque nesta última segunda-feira uma matéria sobre o blog do jornalista Ricardo Noblat.

A matéria leva o título de "Famoso e influente sem sair de casa" e conta um pouco da história que levou o Blog do Noblat a ser o mais influente "diário pessoal" de política do Brasil.

Além disso, traz uma série de elogios a Noblat por sua invejável capacidade de análise da política brasileira. O jornalista Carlos Castilho, dono do blog "Código Aberto", e o correspondente do jornal O Estado de S.Paulo na Argentina, Ariel Palácios, são algumas das personalidades que tecem comentários favoráveis a Noblat.

Pela importância dada pelo Clarín, parece que, além de parada obrigatória dos jornalistas brasileiros, o Blog do Noblat também se transformou em referência para os "periodistas argentinos" que querem acompanhar e entender a crise política brasileira.



Escrito por Sindjor/mt às 12h33
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Entrevista do Portal Imprensa

Assessoria de Imprensa: um balanço sobre os últimos 18 anos

Este Blog publica trecho da entrevista que o jornalista Ricardo Viveiros concedeu para o Portal Imprensa. Na entrevista para o jornalista Rafael Costa, ele faz um balanço sobre os últimos 18 anos do setor de assessoria de imprensa no Brasil. Ricardo Viveiros é dono da agência de assessoria que leva seu nome. Como repórter atuou nas principais redações do país e ganhou dois Prêmios Esso.

Vale a pena dar uma lida...


 



Escrito por Sindjor/mt às 12h32
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“Folha de S.Paulo” fala em “fundir”redações e redefine manual de relações internas

Por Thaís Naldoni, da redação



O mês de outubro marca uma importante mudança na relação entre as redações da Folha de S.Paulo e da Folha Online. A partir deste mês, os furos dados por jornalistas da versão impressa na versão online, serão computados e passarão a constar do relatório de avaliação profissional. Além disso, as informações exclusivas dos repórteres da Folha, só serão publicadas na Folha Online, após serem devidamente aprovadas pelo editor do jornalista e pela Secretaria de Redação do jornal. 

Internamente, já é pauta no jornal a “fusão de redações”, mas estima-se que esta não seja uma ação para curto ou médio prazos. O jornal norte-americano The New York Times, planeja a fusão de suas redações para 2007.

Fonte:Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 12h21
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Sobre o que escrever?

Marcelo Russio

Olá, amigos. Há semanas em que um colunista tem que suar a camisa para desencavar assuntos que sejam tema de uma coluna. Em outras, por outro lado, pululam assuntos, o que torna igualmente difícil organizá-los de forma legível e digerível neste espaço, que é cibernético, mas ainda assim possui um limite.

Nesta semana houve de tudo um pouco: decisão do título da F-1 no Brasil, Mundial sub-17, Fluminense 4 a 3 Santos (o melhor jogo do Brasileirão até aqui), Tévez apresentando- se a Márcio Braga... enfim, vários assuntos importantes. No entanto, nada se compara à cobertura da imprensa ao escândalo de arbitragem envolvendo Edílson Pereira de Carvalho. O caso foi esmiuçado por praticamente todas as emissoras, com muita competência.

Vi excelentes coberturas também no papel, em jornais de peso por todo o Brasil, inclusive com infográficos e espaço condizente com a importância do caso. Mas tudo, obviamente, foi fruto de uma reportagem extremamente bem-feita da revista Veja, que descobriu, investigou e denunciou o caso às autoridades. O trabalhos dos repórteres André Rizek e Thaís Oyama foi excelente. O espaço dado pela revista foi muito bom, e tudo foi apresentado de forma que o leitor entendesse, mesmo sem ser expert em esportes.

No entanto, uma coisa, a meu ver, passou despercebida, ou deu-se pouca importância. Em entrevista à TV Globo, o ex-senador Luis Estevão disse que o que foi revelado é o lado pobre da história. Segundo ele, há clubes que pagam muito mais do que os R$ 10 mil por um resultado aos árbitros.

Vindo de quem vem, seria razão de sobra para uma investigação ainda mais completa por parte não só da imprensa como também da GAECO e de outros órgãos competentes. No entanto, ainda não vi nenhuma linha ou palavra dita sobre o assunto.

******

Um doce para quem conseguir entrevistar o diretor da Comissão de Arbitragem da CBF,
Armando Marques.

******

Muito legal a volta do Juca Kfouri à Folha de São Paulo e a sua chegada ao UOL. Certamente os dois veículos ganham em qualidade e independência. Da mesma forma, parabenizo a ESPN Brasil pela efetivação de Márcio Guedes em seus quadros. O jornalista é um dos melhores colunistas de futebol, conhece a fundo o futebol carioca e abrilhanta ainda mais o excelente debate de segunda-feira da emissora.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 12h19
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Sindicato lança catálogo de referências de trabalhos sobre jornalismo

Fonte: SJSC

Como parte das comemorações do cinqüentenário de sua fundação, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina acaba de colocar em seu site na internet (www.sjsc.org.br) um catálogo de referências de trabalhos científicos sobre jornalismo. O catálogo inclui livros, teses de doutorado, dissertações de mestrado, monografias de especialização, trabalhos de conclusão de cursos de graduação, artigos, vídeos, programas de rádio e sites que abordam questões relacionadas ao fazer jornalístico ou à história do jornalismo no estado. O link para entrada no catálogo está logo abaixo dos botões principais, no lado esquerdo da página principal do Sindicato dos Jornalistas.

O catálogo é uma iniciativa inédita, pois busca reunir a produção acadêmica feita pelos jornalistas que atuam no estado, e que se encontrava dispersa. Há pelo menos seis meses, o Sindicato entrou em contato com faculdades e universidades objetivando reunir o material. Muitos pesquisadores enviaram suas colaborações e auxiliaram a consolidação do banco de dados. Durante a elaboração do catálogo, percebeu-se a produção dos jornalistas catarinenses é extensa, mas muitos dos trabalhos tratam de assuntos diversos. Entre os critérios adotados pelo Sindicato para inclusão das referências neste catálogo, optou-se pela escolha de trabalhos que abordassem a imprensa catarinense, sua história e desenvolvimento. 

O catálogo traz também contribuições científicas que não tratam especificamente do jornalismo local, mas seus autores residem no Estado. Em alguns casos, o catálogo possibilita também o acesso direto ao texto integral de diversos dos trabalhos publicados. É o caso de alguns livros, entre eles "O segredo da Pirâmide", do jornalista Adelmo Genro Filho, esgotado há anos e que poucos jornalistas sabem que está disponível na internet. 

Por ser virtual, publicado na internet, o catálogo será constantemente atualizado com novos trabalhos e outros ainda não incluídos nesta primeira versão. Referências podem ser enviadas para o e-mail imprensa@sjsc.org.br.

Silvio da Costa Pereira (MTb/SC-881-JP)
Assessor de Imprensa SJSC
(48) 3228.2500 / 9967.6422



Escrito por Sindjor/mt às 18h34
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Jornalista – intelectual ou técnico?

Carlos Chaparro

O XIS DA QUESTÃO – O jornalista que as complexidades do mundo atual exige terá de ser um intelectual capaz de observar, apreender, atribuir significados e dar exposição social confiável aos conflitos discursivos da atualidade. Mas será intelectualmente inepto se, ao mesmo tempo, não dominar as técnicas, as artes e as implicações da linguagem jornalística - ferramentas do seu ofício.


1. Falso dilema
Volto ao tema da semana passada para colocar o meu próprio ponto de vista no debate sobre a questão do ensino de jornalismo. E começo por advertir para um equívoco que tolda, em boa parte, a discussão há tantos anos persistente, sobre o modelo ideal do ensino de jornalismo. Fala-se em teoria versus prática como se aí estivesse um dilema, a nos obrigar a escolher uma, entre duas alternativas penosas, porque insuficientes.

Me lembro, por exemplo, das precariedades do curso de graduação que fiz, 25 anos atrás. Eram precariedades em boa parte decorrentes da cretinice que dividia radicalmente o corpo docente entre “professores da teoria” e “professores da prática”. Jocosamente, os chamados “teóricos” apelidavam as disciplinas técnicas de “área Senai do curso”. Por seu lado, os professores da prática achavam um jeito de retribuir a xingação, chamando os teóricos de “ignorantes em jornalismo”, que sequer eram capazes de imaginar como funciona uma redação. Como resultado, tínhamos um curso fragmentado, claramente insuficiente, empobrecido pela falta de discussões lúcidas.

Ora, a teoria não se opõe à prática. Nem vice-versa. A ciência arrogante pode até achar que sim. A verdade, porém, é que não há como fazer ciência sem prática. Por outro lado, tampouco existe a prática dissociada do funcionamento da inteligência, ou seja, da capacidade humana de fazer escolhas, se entendermos a prática como o exercício da ação voluntária.

2. Saberes complementares
Na dualidade aparentemente contraditória, o que temos são dois níveis de saber igualmente importantes. Saberes diferentes, porém interativos, complementares. E nenhum deles auto-suficiente.

O saber teórico estuda os fatos, os conexiona (me desculpem o neologismo...) a conseqüências e princípios, inserindo-os, em lógicas metodologicamente coerentes, no “todo” a que pertencem (um “todo” de causas e efeitos), para a compreensão e a explicação de fenômenos ou situações que interessam ao conhecimento. É um saber especulativo, com ou sem aplicações práticas.

É preciso, entretanto, levar em conta que, como já sentenciou William James, o homem é um ser prático, de vontade e ação, que se orienta pelo intelecto – quer faça ciência ou motores de caminhão. Portanto, o saber prático, embora preponderantemente acumulativo, não está dissociado da inteligência. Nem da aptidão de elaborar significados, conceitos, idéias e ajuizamentos – que não é exclusividade do saber teórico.

Posto isto, resta acrescentar que, pelas complexidades que o mundo de hoje impõe à atividade jornalística, o jornalista que a Universidade deverá formar terá de ser um profissional com educadas aptidões de intelectual, capaz de apreender, atribuir significados e dar exposição social confiável (isto é, independente, crítica e honesta) aos conflitos discursivos da atualidade. Mas será intelectualmente inepto se, ao mesmo tempo, não dominar, plena e criativamente, os conceitos, os recursos, as técnicas, as artes e as implicações da linguagem jornalística - ferramentas do seu ofício.

Quanto aos modelos curriculares que possam dar boa conta desse desafio, será assunto para outra conversa. O texto de hoje termina aqui, curto, para que pelo debate se expanda.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 18h31
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Entrevistas da FENAJ

Abaixo este Blog publica trechos da oitava edição de "ENTREVISTAS DA FENAJ". Ricardo Medeiros, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, fala sobre as campanhas salariais dos jornalistas. Confira acessando http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=815

Para os empresários de comunicação jornalistas só representam despesa
 
São 11 as datas-base dos 31 Sindicatos de Jornalistas filiados à FENAJ. Com esta diferenciação, quais os desafios para o desenvolvimento das campanhas salariais? Esta é uma das questões abordadas nesta entrevista por Ricardo Medeiros, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. Déborah Lima, do Sindicato do Ceará, também convidada, não conseguiu responder às perguntas, pois viajou para participar do XV ENJAC.

Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 1994, Ricardo já trabalhou na Folha de S.Paulo, Indústria & Comércio, Jornal do Estado e Primeira Hora. Hoje atua na Gazeta do Povo, do Paraná. Vivenciando as dificuldades nas negociações com o patronato, ele fala da luta para assegurar salários e condições de trabalho dignos à categoria.

E-FENAJ - O andamento da campanha salarial no Paraná vem apontando dificuldades no processo negocial. A que você atribui isto?

Ricardo – Para os empresários representamos apenas despesas. No Paraná, os patrões se uniram para acabar com conquistas históricas da categoria. Algumas empresas contrataram "profissionais" de recursos humanos especializados em desmobilizar categorias. Esses "profissionais" usam estratégias baixas para quebrar resistências dentro das redações. O medo de demissão faz muita gente ficar calada, aceitando os prejuízos impostos. Na campanha salarial deste ano, por exemplo, os patrões radicalizaram e dizem que só aceitam negociar qualquer cláusula se acabarmos com o piso único no estado. Não aceitamos esta proposta indecorosa, pois os colegas do interior não são menos competentes do que os da capital para receberem menos e o custo de vida em muitas cidades interioranas é tão caro quanto Curitiba


Escrito por Sindjor/mt às 18h20
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Falta de atualização

Este Blog pede desculpa pela não atualização das matérias. A última postada foi da quarta-feria, dia 21. O problema não foi técnico como costumam alegar. O que aconteceu foi que o Gregório (filho da jornalista Alice Matos - que atualiza este Blog) teve que ser internado com uma virose. Ele já passa bem e a Alice retornou ao trabalho.

Vamos recuperar os assuntos e agradecemos a compreensão de todos.



Escrito por Sindjor/mt às 18h08
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