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O macartismo mainardiano em ação
Alberto Dines (*) Fonte:Observatório da Imprensa
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Estão abertas as inscrições para a crítica da imprensa. O número de vagas é ilimitado. Não se exige diploma nem treinamento especial. Como ferramenta, basta um tacape; como atributos, ressentimento e vontade de aparecer. Todos os candidatos são automaticamente aceitos.
Mais complicada é a função do observador da imprensa. A observação de um fenômeno é uma forma de intervenção a distância. Exige, antes de tudo, conhecimento da matéria. Sem credibilidade, o observador torna-se uma nulidade. Sem disposição para a difícil busca do equilíbrio, emaranha-se nos preconceitos. Sem vocação para a marginalidade, torna-se atração circense.
Diogo Mainardi é, na feliz expressão de Luís Nassif, um parajornalista. Um dos muitos revelados nestes seis meses de crise. Ouviram falar em Carlos Lacerda e imaginaram que basta indignação e nenhum senso de responsabilidade para ganhar o respeito dos leitores. Seus colegas na direção de Veja ofereceram-lhe uma isca e ele, faminto de reconhecimento, a abocanhou com voracidade.
Quanto mais se entrega ao delírio mais se enreda na armadilha. Há poucos meses puxava o cordão dos colunistas que mais mensagens recebia, agora nem aparece no esfarrapado Oscar semanal. O leitor de Veja (que já foi mais exigente) já não agüenta tanta fanfarronada.
Para escapar deste célere ostracismo, na última edição do semanário (nº 1934, de 7/12/05, pág.181) Diogo Mainardi resolveu apresentar-se como um media-watcher (em inglês certamente se sentirá um Gore Vidal botocudo). Não conseguiu sequer alçar-se à condição de crítico. Ficou a anos-luz da observação da mídia.
Um bravo
Diogo Mainardi apenas assumiu-se como representante nativo do macartismo. A classificação é do próprio. Macartismo mainardiano não passa de uma combinação da ancestral caça às bruxas com um despudorado narcisismo. Estes tipos de "dedo-durismo" e delação não existem apenas em ditaduras e tiranias. Estão em toda parte, das gôndolas de Veneza aos bares da moda. Trata-se de um vírus mutante que pode manifestar-se ora como palhaçada, ora como megalomania ou, na sua versão mais recente, como furor inquisitorial.
Se Diogo Mainardi pretende acabar com o lulismo das redações precisa antes acabar com o macartismo da linha Opus Dei que começa a ocupar espaços importantes nas páginas de opinião dos grandes jornais – e no comando das grandes empresas jornalísticas. O perigo está aí. Este perigo não sensibiliza os parajornalistas. Ao contrário, só os favorece.
O perigo está nas máfias como aquela que durante mais de 20 anos tornou Veja um veículo a serviço do senador Antonio Carlos Magalhães e hoje dissemina-se no eixo Rio-São Paulo controlando quem pode aparecer e qual livro pode ser divulgado. Esta máfia continua vicejando no próprio semanário onde acaba de ser parido o macartismo mainardiano – já não mais pactuada com o desdentado político, agora apenas ocupada com a própria sobrevivência. A qualquer preço.
Diogo Mainardi acaba de prestar um enorme serviço à observação da mídia. Mostrou como pode ser deformada e aviltada.
Mas é um bravo: conseguiu tirar este Observatório e este observador da abjeta lista negra que vige na redação de Veja há algumas décadas. Mais algumas façanhas como esta e poderá regenerar-se. |
Fonte: Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 19h24
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Trinta libras, o preço justo
José Paulo Lanyi
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Sempre me lembro da palavra do Nelson Rodrigues quando comparo os meus textos de hoje com os que escrevi no passado. Perguntaram-lhe, certa vez, que conselho ele daria aos jovens. – Envelheçam – respondeu, grande frasista que era.
Pois é o que recomendo a todos. Escrever não é como andar de bicicleta (“aprendeu, anda a vida toda”). É um desses ofícios que cortejam a velhice e fazem pouco da juventude.
Um dia vou ficar muito bom nisso, tenho só 35 anos – o que parece muito, mas não é. Aquela história de que a vida voa depois dos 18 é verdadeira, guarde a piada, não pense que seus dentes vão durar tanto (que exagero...).
Fiz um teste. Peguei uma reportagem que escrevi para a Gazeta Esportiva em outubro de 95, época em que passava fome em Londres. Exatos dez anos atrás, se você descontar os dois meses que sobraram. Reli o artigo e concluí: - Pobre de mim...
“Outro clube que não economizou foi o londrino Arsenal, que abriu mão de US$ 19,5 milhões para contar com o espírito matador de Bergkamp...”. Outro clube que não economizou? Argh!!! Abriu mão de US$ 19,5 milhões? Que bonzinho... Espírito matador de Bergkamp? Bleargh!!!
Depois:
“Não satisfeito, o Arsenal trouxa de volta para a Inglaterra o meia David Platt, pagando US$ 8 milhões à Sampdoria...” Não satisfeito? Credo!!! Pagando? Vixe!!!
Adiante:
“O goleador francês [Erica Cantona] ameaçou abandonar o clube, causando pânico em Old Trafford, a sede da equipe em Manchester”. Causando pânico? Acaso teria sido uma premonição dessa gíria insuportável, a tal “Fulano causou”, “Beltrano está causando...”? Pânico em Old Trafford? Que senso de medida...
Olha só isto aqui:
“Com tantas negociações, não se arrisca ainda um prognóstico sobre os favoritos ao título do Premiership 95/96”.
Comentário nº 1: ou eu adorava uma obviedade, ou... o futebol é mesmo óbvio e escapei de ser do ramo- o que é uma boa...
Comentário nº 2: Premiership é o escambau!!!!
Agora, o desfecho, o clímax:
“As atuações dos novos contratados é que darão a deixa [não!!!!!!] do que se pode esperar do campeonato, que promete ser de alto nível [oh, my god!!!!!]. É preciso aguardar, contudo, as primeiras rodadas, para que se saiba quem ganhou e quem perdeu com as transações da pré-temporada [sério?]. Por enquanto, comenta-se apenas que os primeiros vencedores foram Gullit, Bergkamp, Collymore, Platt & milionária Cia. [sim, “e” comercial, eu era criativo ...], com suas respectivas contas bancárias [ respectivas... sei... sem contar a ironia fina...].
Não sei se dou risada de mim mesmo ou da finada Gazeta Esportiva, que publicou o texto na íntegra. Bom, o jornal mereceu, depositou apenas cem reais na conta do meu velho. E eu pagava aluguel, comida e transporte em libras esterlinas, moeda que valia três vezes mais. Recebi, portanto, trinta e poucas libras. Hoje reconheço: o preço justo. |
Fonte: Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 19h19
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SUGESTÃO DE PAUTA
Perguntas que o jornalista não faz
Claudio Weber Abramo (*)
A crise dos Correios/Mensalão evidenciou um dos principais mecanismos geradores de corrupção. Não, não é o financiamento eleitoral, coisa que não tem absolutamente nada a ver com isso. É a liberdade que os governantes têm de nomear pessoas para ocupar funções de responsabilidade no Estado.
Funciona assim: o presidente da República nomeia (direta ou indiretamente) cerca de 22 mil pessoas. Como precisa angariar apoios parlamentares, usa esse poder de nomear para cooptar parlamentares e partidos. "Se você votar comigo, ganha a diretoria de operações da estatal X". Quem ocupa a tal diretoria ali agirá seja para promover ações clientelísticas do interesse de seu patrono, seja para enfiar as patas no samburá. Não há outra hipótese, a menos que se acredite que esses partidos mensaleiros alimentem alguma espécie de comprometimento ideológico com a eficiência do Estado.
A contrapartida do negócio entre Executivo e Legislativo é a leniência na fiscalização do que acontece nas áreas loteadas. Evidente: caso se comece a olhar muito de perto as operações conduzidas ali, as próprias bases do negócio se esboroam.
É claro que esse mecanismo não foi inventado pelo presente governo. Vem de longe. Afeta não só a esfera federal mas também estados e municípios. E afeta os três poderes, como prova a recente movimentação em torno do nepotismo no Judiciário (nepotismo é uma falsa questão; se o sujeito não pudesse nomear com tanta facilidade, se nomeariam muito menos parentes).
Dez protagonistas
Pois bem, por que motivo não se encontra um único jornalista que se dirija aos administradores da crise do Mensalão no governo, no Congresso, nas CPMIs, e lhes faça perguntas relativas a esse assunto? Em vez de perguntar ao deputado Osmar Serraglio, por exemplo, "o que o senhor acha da cassação do Zé Dirceu?", indagar "o senhor vai mencionar a liberdade de nomeações em seu relatório? Não? Por que não?"
A julgar pelo que se lê nos jornais, se ouve no rádio e se vê na televisão, os repórteres da crise preferem ficar no rame-rame dos eventos superficiais do cotidiano. Bengaladas, cassações, balões de ensaio sobre a sucessão presidencial, isso interessa. Descobrir por que as raízes reais da crise não são expostas, não.
O máximo que chegam é comprar versões. A mais famosa é a tal história de que a crise teria se originado do modelo de financiamento eleitoral vigorante no Brasil. Isso foi inventado nos laboratórios dos mensaleiros para livrar a cara dos culpados. E pegou. Em pouquíssimo tempo, uma quantidade alarmante de comentaristas e repórteres comprou a lustradinha no caixa 2 promovida em primeiro lugar pelo presidente da República e passou a repetir, com ar grave, a cantilena da "reforma política". Não lhes ocorre perguntar a quem expõe tal teoria: "Mas, ministro, presidente, deputado, senador, qual é exatamente a relação de causa e efeito que existe entre fraudes em licitações públicas e financiamento de campanhas eleitorais?".
Tomo então a liberdade de fazer a seguinte sugestão de pauta: entrevistar dez protagonistas da crise e perguntar-lhes: "O senhor apoiaria um projeto de lei que reduzisse drasticamente, nos três poderes, a quantidade de pessoas que podem ser nomeadas para ocupar cargos de confiança?"
(*) Diretor executivo da Transparência Brasil; blog
Fonte: Observatório da Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h17
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Leia abaixo algumas declarações feitas por Lula em entrevista à Carta Capital, que chegou nesta sexta-feira às bancas:
- Reeleição: Vamos deixar isso para fevereiro ou março do ano que vem. Eu tenho muitas ressalvas ao instituto da reeleição. Por isso, votei contra na Constituinte de 88 (...). Espero que em 2006 possamos discutir uma reforma política para que, a partir de 2011, o presidente possa gozar de um mandato maior, sem reeleição. Aliás, no Brasil era assim. E estava bom assim. Não fosse a vaidade de determinadas pessoas (...) Qual é a hipótese que um candidato à reeleição tem de fazer? (...) Só pode ser candidato se, em primeiro lugar, tiver uma convicção muito forte de que o segundo mandato será melhor do que o primeiro. Segundo, se para ser candidato não tiver que vender a alma ao diabo nas suas alianças políticas. Caso contrário, se ganhar é vitória de Pirro, ganha e não governa. Então, eu medito muito, penso muito para tomar uma decisão. ”.
- Será candidato? "(...) Sei que a minha candidatura é importante para o PT (...) e para uma parcela imensa da sociedade e para alguns partidos que estão conosco. Mas, por ora, só posso dizer que ainda não decidi. Certo é que eu gostaria de mostrar o que está acontecendo no Brasil, num debate com esses que já estiveram no poder por tantas e tantas décadas, tantos e tantos séculos."
- Candidato do PSDB: "Parece-me que tudo caminha para ser o (Geraldo) Alckmin (...) Eu acho que mais que o (José) Serra. Até porque o Serra pagaria um preço enorme por abandonar São Paulo depois de um ano e quatro meses na prefeitura."
- Medo do Lula: "Em 1994, no mês de março, eu estava acima de 40% nas pesquisas de opinião. Então, inventaram uma lei que não somente reduzia o tempo na televisão de imagens externas, mas também reduzia o mandato presidencial para quatro anos. Medo de que o Lula ganhasse as eleições. Acontece que eu não ganhei as eleições, aí, aprova-se a reeleição, que é um instituto muito mais pernicioso do que o mandato de cinco anos.”
- Críticas de FHC: “Não sei como um presidente da República pode ficar fazendo comentários sobre outro presidente sem olhar o telhado dele. Depois que você chega à presidência da República de um país você não precisa ser mais nada. Você pode voltar para sua vida, cuidar da família, pode fazer uma palestra aqui e outra ali, pode ser conselheiro (...). Jamais cabe ao presidente da República ficar insinuando o que o outro deveria fazer, o que o outro fez de certo ou fez de errado. Por uma questão de educação, por uma questão de respeito, e por outra ainda: toda a vez em que você der palpite sobre o que o outro está fazendo, você tem de olhar o que você fez”.
- Herança maldita do tucanato: “A máquina pública brasileira estava desmontada. Totalmente desmontada (...). Muitos ministérios não funcionavam, a nossa credibilidade no exterior era ruim, muito ruim. E aí eu acho que foi uma coisa importante que aconteceu, que foi a nossa opção pela ousadia na política internacional (...). Conseguimos uma coisa importante, recuperar a credibilidade do país (...). Hoje o Brasil não é mais coadjuvante.”
- 2005, ano consagrado ao antipetismo: “Foi um massacre. Eu certamente não posso dizer, como presidente da República, tudo o que penso a respeito do que aconteceu em 2005. Sou favorável a que todas as denúncias sejam apuradas (...). Agora, em alguns momentos, me pareceu claro que pouco importava a verdade para alguns setores. Qualquer coisa que fosse contra o governo vamos dar destaque, porque o objetivo é desgastar o governo. Essas e outras coisas que muitas vezes me deixam muito magoado (...)”
Escrito por Josias de Souza às 17h57
Fonte: Blog do Josias de Souza
Escrito por Sindjor/mt às 19h13
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Caso Maluf: disfarce de Tralli rende inquérito na polícia
Redação Portal IMPRENSA
A ação do repórter César Tralli, da TV Globo, durante a prisão do filho de Paulo Maluf, Flávio Maluf, rendeu inquérito policial no 7º DP, na Lapa. No episódio, Tralli vestiu roupas idênticas às de um agente policial e se aproveitou dessa situação para acompanhar e filmar a prisão de Flávio. A informação foi publicada hoje (09/12) pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo o jornal, a solicitação de abertura do inquérito partiu da promotora Marucia Barros Ramos, atendendo a uma representação do Ministério Público Federal. "Temos a obrigação de encaminhar as representações que recebemos. Vamos apurar se houve infração penal ou não", diz a promotora.
Ouvido pelo jornal paulistano, o advogado da TV Globo, Nilson Jacob, conta que não recebeu a notificação do inquérito oficialmente. "De antemão, posso afirmar que o repórter não se fez passar por policial federal, não estava com roupa da Polícia Federal. Ele foi ouvido em sindicância na própria PF e não foi constatada nenhuma irregularidade", comenta o advogado.
Já a assessoria de imprensa de Flávio Maluf considera que "a PF armou um circo para a televisão filmar". O repórter César Tralli não se pronunciou em relação ao inquérito.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h09
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"Tribunal Macarthista Mainardiano": veja o que diz Ricardo Noblat
Por: Denise Moraes
O jornalista Ricardo Noblat, autor de um dos blogs de maior audiência do Brasil, falou ontem a IMPRENSA sobre a suposta polêmica gerada pela coluna de Diogo Mainardi, "Observatório da Imprensa", publicada na edição 1.934 da revista Veja.
Mainardi escreveu que sua maior diversão atualmente é "adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista". No texto que se segue, jornalistas como Tereza Cruvinel, de O Globo, Kennedy Alencar e Eliane Cantanhêde, da Folha de S.Paulo, Franklin Martins, da Rede Globo, Paulo Henrique Amorim, da TV Record e Ricardo Noblat, entre outros nomes do jornalismo político e econômico brasileiro são citados.
No caso de Noblat, Mainardi afirmou que o jornalista "era lulista ligado a Dirceu, mas pulou fora no momento oportuno".
Bem-humorado, o precursor do blog jornalístico no país deu uma gargalhada ao ser perguntado sobre o que achava do comentário do colunista da Veja. "Eu soube desta coluna, achei engraçado", comentou rindo, e finalizou: "O problema do Mainardi é que ele é candidato a subPaulo Francis, mas não chega a Pedro de Lara".
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 19h07
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Este Blog publica o comentário do colega Lucas Perrone sobre o jornalismo burocrático não só por concordar, como também, por achar que vale uma releitura. Parabéns Perrone, seu Blog está ótimo...
Jornalismo burocrático
Acho que a cada dia estamos perdendo em qualidade. Vejo que o nosso jornalismo vive um momento de vazio, ou melhor de branco mesmo. Não vejo nada mais interessante ou criativo , em qualquer tipo de cobertura. Não vejo nada de vanguarda no jornalismo nacional. O interessante que assunto para a vanguarda não falta, o nosso cardápio de fatos é farto e acontecimentos interessantes aparecem todos os dias, mas falta ousadia.
Falo isso, em todas as coberturas, de esportes até política. A cobertura do caso Dirceu foi sombria, dava para ter mais ousadia. Dava pra mostrar os bastidores , a luta dele para manter o mandato. Fiquei pensando, como foi a reação dos próximos da fila para a cassação.
Estava assistindo a cabertura preparada pela Rede Globo sobre a última rodada do brasileiro. Tudo muito burocrático, muito certinho. Parece até aquelas receitas de remédio, o texto do repórter está pronto desde do campeonato passado, os velhos chavões e a irritante falta de criatividade. Lembro com saudades da Band no anos 80, num dia como o dia hoje. Era um show de cobertura, uma equipaça com o Luciano do Valle, Juarez Soares e na reportagem o diferencial, tinha um criativo Datena (bem diferente do Datena de hoje), um esperto Luiz Ceará, um fantástico Gilson Ribeiro, o bem informado Ely Coimbra e claro o Tatá.
Hoje é tudo muito sério e menos dinâmico.
Escrito por Sindjor/mt às 19h12
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Márcia Peltier lança portal e livro nesta quarta (07/12)
Da Redação
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Um lançamento em dose dupla. Às 20h desta quarta-feira (07/12), na Livraria Argumento, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, a jornalista Márcia Peltier vai se dividir entre o portal www.marciapeltier.com.br e o livro “O que pensam as mulheres – do espelho, do amor e dos dilemas do mundo moderno”, pela Ediouro. As fotos do lançamento poderão ser conferidas no site a partir desta quinta (08/12).
O portal vai reunir conteúdo sobre beleza, moda, saúde e mundo zen. Todos os assuntos que sempre fizeram parte das preferências de Márcia. “Sempre me interessei pelo crescimento e aperfeiçoamento pessoal. Também sempre acreditei que temos que aliar a sabedoria do Ocidente à do Oriente. Esses temas sempre me entusiasmaram”, diz a apresentadora da Record Rio e colunista do Jornal do Brasil.
A jornalista quer “oferecer ferramentas” para os internautas interessados em melhorar a qualidade de vida. Para isso, convidou grandes nomes para escrever sobre assuntos como esporte (Renata Cordeiro), estilo de morar (Patrícia Maia), astrologia da alma (Mônica Alencar), cultura e educação (Arnaldo Niskier), sexo (Regina Navarro Lins) e casa e decoração (Joy Garrido).
Haverá uma galeria de fotos, com registros de eventos culturais do Rio, o Baralho Espiritual, com mensagens para os usuários, um ícone de numerologia, entre outros.
“O que pensam as mulheres” é o primeiro livro de crônicas de Márcia Peltier, onde ela reúne os textos que escreveu ao longo de dois anos para o Jornal do Brasil. “Escrevi pensando principalmente nas mulheres, mas também nos homens. O universo feminino mudou muito ao longo dos anos. Acho que eles ficam curiosos com a mulher atual, querem entender o que passa na cabeça dela”, observa.
Márcia escreveu sete livros, três de poema e quatro infanto-juvenis, entre eles “Politicamente” e “Uma aventura ecológica”, ambos pela editora Nova Fronteira. |
Fonte: Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 19h00
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| Com publicação do acórdão DRTs não emitem mais registros de precários |
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No dia 30 de novembro foi publicado, no Diário Oficial da Justiça, o acórdão do julgamento do TRF da 3ª Região sobre o diploma. Um pouco antes, o Ministério do Trabalho e Emprego orientou as Delegacias Regionais do Trabalho a não emitirem novos registros de precários. A expectativa agora é de que, superado o último entrave alegado, o Ministério acelere o processo de anulação dos já emitidos e intensifique a fiscalização do exercício irregular. O julgamento da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região deixou clara a distinção entre liberdade de manifestação do pensamento ou de expressão e liberdade de profissão. A exigência do diploma para exercer o jornalismo consta da regulamentação da profissão (Decreto-Lei 972/69)e foi amparada pela Constituição de 1988. A Executiva da Federação orienta os Sindicatos a insistirem junto às DRTs para a superação do problema com rapidez.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h54
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| FENAJ repudia tentativa de quebra do sigilo da fonte |
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A tentativa do procurador Bruno Acioly, do Ministério Público Federal, de quebrar o sigilo da fonte de jornalistas da revista Veja e do jornal O Estado de São Paulo, revelada na semana passada, gerou grande indignação na categoria e nos defensores da liberdade de imprensa. Mesmo tendo o pedido rejeitado pela 10a Vara Federal, sua atitude foi duramente criticada por diversas entidades. A FENAJ, que já se posicionou contrária à Lei da Mordaça por cercear a ação do Ministério Público, condenou a iniciativa do procurador, que fere a Constituição.
Buscando ter acesso aos informantes de reportagens sobre o socorro do Banco Central aos bancos Marka e FonteCindam, o procurador buscou a quebra do sigilo dos jornalistas. A atitude foi isolada e gerou, inclusive, reprovação da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, condenou com veemência a atitude de Acioly, que agride o princípio constitucional do sigilo de fonte. “O procurador exorbita seus poderes ao questionar o limite desse princípio e abriu um precedente para que outras fontes tenham medo de revelar informações por poderem ser questionadas. A defesa do sigilo é, acima de tudo, a defesa da informação e do interesse público”, disse.
ANJ divulga relatório com omissões sobre liberdade de imprensa No dia 1º de dezembro a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou o “seu” relatório sobre liberdade de imprensa no Brasil. Com visão patronal, o documento prossegue com informações inverídicas sobre a proposta do Conselho Federal dos Jornalistas e omite diversos casos importantes registrados no país. O destaque, entre as omissões, é para a agressão sofrida pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, em Belém (PA). No início deste ano a FENAJ protestou junto à UNESCO pela criação da “Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa” em parceria com a ANJ e excluindo representantes dos trabalhadores em comunicação.
O agressor de Lúcio Flávio foi Ronaldo Maiorana, diretor corporativo e sócio das Organizações Rômulo Maiorana. O conglomerado controla o jornal "O Liberal" que compõe a ANJ e emissoras de rádio e o canal local de TV afiliado da Rede Globo. Na mensagem enviada à UNESCO/Brasil, em fevereiro de 2005, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, felicitou a iniciativa de criar uma rede em defesa da liberdade imprensa. Mas manifestou estranheza na parceria com a ANJ e lamentou a exclusão da representação dos trabalhadores, além de “estranhar” a omissão da agressão a Lúcio Flavio.
A diretora da FENAJ Carmen Silva está concluindo relatório com informações quantitativas e qualitativas sobre violência e liberdade de imprensa no Brasil. Este relatório será lançado pela FENAJ no início de 2006.
O site Comunique-se publicou a íntegra do relatório da ANJ.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h52
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Juca Kfouri estréia na literatura infantil
Redação
O jornalista Juca Kfouri lança o seu primeiro livro dedicado às crianças. “O passe e o gol” trata da história de dois irmãos gêmeos apaixonados por futebol que se relacionam muito bem, desde que fora das quatro linhas do campo. Cada um tem um estilo diferente de jogar e vão disputar um campeonato no mesmo time. Lançamento da Editora Papagaio, o livro contém ilustrações de Eduardo Albini e possui 32 páginas. O preço sugerido é de R$25,00.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h43
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Dano Moral: UOL é condenado a indenizar internauta
Por Thaís Naldoni / Redação Portal IMPRENSA
O UOL foi condenado a indenizar em 30 salários mínimos (cerca de R$ 9 mil) o advogado Bruno Olegário, por não retirar do ar mensagens ofensivas de um fórum de discussão do portal. A decisão do II Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro foi confirmada, na tarde de ontem, pela 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça fluminense.
O advogado é admirador de basquete e tinha um site sobre o esporte. Seu nome constava em um comentário no grupo de discussão UOL – Basquete e, como Bruno é conhecido entre os praticantes do esporte, passou a ser ofendido nas mensagens postadas. O autor da ação chegou a solicitar que o portal retirasse as mensagens e, como isso não foi feito, sua decisão foi por entrar na Justiça e pedir indenização.
Segundo o site Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), em primeira instância, o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva acolheu o pedido. O UOL recorreu, alegando que não tinha responsabilidade sobre o conteúdo, além de afirmar que o advogado incentivou as discussões. A 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça fluminense manteve a sentença, multando o portal em R$ 14 mil, por descumprir em 29 dias a decisão da primeira instância.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 17h56
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Blogueiros: jornalistas de Florianópolis lançam blog coletivo
Redação Portal IMPRENSA
Um grupo de jornalistas de Florianópolis resolveu colocar a mão na massa: na falta de um site de notícias e comentários na capital catarinense, eles decidiram criar de forma independente um blog coletivo, batizado de +D1 (www.maisdeum.blogspot.com ). A proposta dos criadores do +D1 é produzir e publicar conteúdo (texto e imagem) associando aspectos típicos dos blogs (como a praticidade e a observação de fatos do cotidiano) a técnicas de reportagem e produção de notícias.
Tudo isso vem "embalado" aos conceitos de interatividade tão difundidos pela internet. É o que permite que os internautas, ao visitarem o blog +D1 , possam deixar seus comentários em cada um dos textos ou imagens publicados. Da mesma forma, caso considere interessante, poderá ainda enviar automaticamente o link para outros internautas através do sistema de "email post", que aparece no final de cada post publicado.
A iniciativa aposta no diferencial das chamadas "edições temáticas", como deixa claro o slogan do blog ("Onde os assuntos se completam"). Os participantes do +D1 escolhem um tema e publicam textos, comentários e imagens relacionados a esse tema por um determinado período de tempo. Esse conceito vai permitir, por exemplo, que no ano que vem, o +D1 se dedique à produção de conteúdos específicos a respeito do Carnaval, da Copa do Mundo de 2006 e das Eleições. Para iniciar os "trabalhos", o primeiro tema escolhido é Verão, que permanecerá "no ar" até o final da estação.
O +D1 surge no momento em que os blogs ganham cada vez mais visibilidade e se consolidam como uma ferramenta de grande utilidade, especialmente para os jornalistas. Por exemplo, já existem projetos nos Estados Unidos que unem jornalistas-blogueiros sob o mesmo "guarda-chuva", cada um com o seu blog dentro de um grande blog. No Brasil, recentemente grandes empresas de comunicação também descobriram o filão e contrataram jornalistas renomados para criarem seus blogs, como é o caso de Ricardo Noblat (ex-iG, agora no Estadão) e Juca Kfouri, que assina o Blog do Juca no portal Uol.
Como é uma iniciativa independente e que utiliza ferramentas disponibilizadas gratuitamente na internet (como o Blogspot, provedor que hospeda o blog), os custos acabam diluídos entre os participantes e envolvem basicamente o tempo de dedicação ao blog, o tempo de conexão à internet e um ou outro deslocamento para a produção reportagens, por exemplo.
Em termos de publicidade, o +D1 entra "no ar" associado ao sistema de anúncios do Google. No cabeçalho, há um banner com links patrocinados, sempre relacionados ao conteúdo do blog. Cada vez que o internauta clica em um desses links, o sistema contabiliza um valor X na conta do +D1. O pagamento é liberado sempre que atingir a casa de US$ 100,00. Isso, no entanto, não descarta a entrada de patrocinadores locais interessados em apoiar a iniciativa ou em desenvolver projetos em parceria com a equipe do +D1.
O +D1 é uma iniciativa dos jornalistas Alexandre Gonçalves, Alexsandro Vanin, Aline Cabral, Carla Kempinski, Carol Herling, Cléia Schmitz, Fábio Mayer, Frank Maia, Gustavo Cabral Vaz, Kátia Negreiros, Sara Caprario e Wendel Martins.
Acesse: www.maisdeum.blogspot.com E-mail de contato: maisdeum@gmail.com
FONTE: REVISTA IMPRENSA
Escrito por Sindjor/mt às 17h50
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