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Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso
 

Jornalismo, questão de atitude

Carlos Chaparro (*)

O XIS DA QUESTÃOA morte de um cidadão em filas de espera do SUS não pode deixar de ser noticiada. E noticiada com alarido. Mas nesse, como em tantos outros casos, não bastam as ferramentas da notícia, porque a emoção e os elementos do fato são insuficientes para o entendimento e a explicação dessa morte. Há que se investigar os "porquês" escondidos ou mascarados pela dramaticidade das aparências. E essa é uma questão de atitude jornalística.

1. - Afinal, terá o dr. Jatene razão?

Fiz essa pergunta, coloquei-a até como título na coluna da semana passada. Mas não ofereci respostas – propositalmente, para que a questão fosse debatida sem pressupostos do colunista. Agora, escreverei o que penso sobre a queixa do dr. Jatene, ao falar de um jornalismo que, ao falar do SUS, valoriza primordialmente as notícias ruins, deixando de divulgar fatos e números do lado bom do sistema. 

Em primeiro lugar, é preciso dizer, sem titubeios, que, para o jornalismo honesto não há notícia boa ou ruim, mas simplesmente notícia. Os fatos podem ser olhados por perspectivas que os classifiquem de bons ou ruins, melhores ou piores, trágicos ou benéficos, dramáticos ou poéticos. Notícia, não! Porque notícia não é o fato, embora possa conceitualmente fazer parte dele – mas essa já seria outra conversa.

Notícia é o relato veraz, conciso, preciso, de fatos reais, atuais, quaisquer que sejam, desde que possuam algum potencial de desorganizar ou reorganizar a vida das pessoas e as suas relações com o mundo circundante. Por isso os cidadãos têm direito à informação. Direito que, nas democracias, a narração jornalística atende e protege.

Como não há narração sem ingredientes de interesse, é indispensável que os fatos tenham, em sua materialidade e/ou em seu conteúdo, alguns dos seguintes atributos de relevância – ou todos eles: proximidade, conflito, conseqüências, dramaticidade, utilidade, conhecimento, surpresa, suspense e notoriedades (de pessoas, temas, instituições, siglas, lugares, saberes...).

A morte de um cidadão em filas de espera do SUS agrega todos esses atributos. Logo, não pode deixar de ser noticiada. E noticiada com o alarido, pois há direitos fundamentais de cidadania sendo vilipendiados.

Sob esse ponto de vista, até o uso da lógica maniqueísta, que divide as coisas em boas e ruins, nos permitiria dizer que notícia de fato ruim pode ser considerada uma notícia benéfica. Porque denuncia uma realidade a mudar.

Portanto, a meu ver, o dr. Jatene não tem razão quando lamenta, em tom de crítica, que o jornalismo se organize em notícias boas e notícias ruins.

2. Questão de atitude

Mas o dr. Jatene tem razão quando, em sua crítica, sugere que o jornalismo pouco se preocupa com a investigação dos "porquês", freqüentemente escondidos ou mascarados pela emoção dos próprios fatos.

Trazendo a conversa para o plano da linguagem, coloco na discussão uma abordagem que, no meu entendimento, tem importância crescente nos processos da narração jornalística, em uma atualidade cada vez mais complexa. Refiro-me à necessidade de se lidar lucidamente com uma certa noção de fronteira, entre a notícia e reportagem. Trata-se de um parâmetro indispensável à escolha inteligente do tipo de texto adequado ao relato, com decorrências imediatas nos procedimentos de pauta e investigação.

Duas perguntas dão eixo à questão: 1) Até onde a notícia, como espécie de texto, dá boa conta dos fatos a narrar? 2) A partir de que nível de complexidade dos fatos a notícia deve ser substituída pela reportagem?

Convém esclarecer, entretanto, que a escolha não resulta da materialidade objetivas dos fatos, mas da subjetividade da decisão jornalística, ao impor uma perspectiva à observação e à avaliação dos fatos.

Se a escolha jornalística decide que, para o entendimento e a valoração dos fatos, são suficientes os saberes neles contidos, para quê a reportagem? Basta olhar e registrar o que aconteceu, e construir o relato com as ferramentas da notícia.

Mas se, a critério jornalístico, para o entendimento e a explicação do fato são considerados insuficientes os elementos no próprio fato contidos, então há que ir atrás de saberes outros, em ambientes e contextos onde estejam fontes que detenham os saberes da elucidação e as razões para o ajuizamento social dos problemas. Nesse caso, o fato passa a ser tratado como indício, como ponto de partida. E cairemos nos procedimentos e nas exigências estilísticas da reportagem, classe de texto na qual a entrevista pode ser incluída.

Para a escolha da espécie de texto a trabalhar, se notícia ou reportagem, o problema não está na quantidade de linhas ou caracteres, mas na atitude jornalística. E aí chegamos ao xis da questão. Porque a qualidade do jornalismo não depende do tamanho do texto, mas da atitude jornalística de quem tem o dever de olhar, compreender, valorar e tornar socialmente compreensíveis os fatos relevantes da atualidade.

NOTA DE RODAPÉ

A quem ainda não tem esse hábito, recomendo a leitura da coluna do antropólogo Roberto da Matta, às quartas-feiras, no Caderno 2 do Estadão. Esta semana, ele nos presenteia com um texto primoroso sobre por que os brasileiros tanto gostam de futebol. Um pequeno trecho: "Gostamos do futebol porque, ao contrário do mundo social onde vivemos, os faltosos recebem cartões vermelhos e são expulsos de campo. Nele, as infrações são visíveis e a punição chega com um apito imediato. O faltoso não tem habeas-corpus para mentir, porque no futebol não há Supremo Tribunal Federal. (...) Gostamos do futebol porque entre a lei e a sua aplicação existe apenas o espaço de um apito."

(*) Carlos Chaparro é português naturalizado brasileiro e iniciou sua carreira de jornalista em Lisboa. Chegou ao Brasil em 1961 e trabalhou como repórter, editor e articulista em vários jornais e revistas de grande circulação, entre eles Jornal do Commercio (Recife), Diário de Pernambuco, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Diário Popular e revistas Visão e Mundo Econômico. Também trabalhou com comunicação empresarial e institucional. Em 1982, formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicação de Artes, da USP. Também pela universidade ele concluiu o mestrado em 1987, o doutorado em 1993 e a livre-docência em 1997. Como professor associado, aposentou-se em 1991. É autor de três livros: "Pragmática do Jornalismo" (São Paulo, Summus, 1994), "Sotaques d’aquém e d’além-mar - Percursos e gêneros do jornalismo português e brasileiro" (Santarém, Portugal, Jortejo, 1998) e "Linguagem dos Conflitos" (Coimbra, Minerva Coimbra, 2001). O jornalista participou de dois outros livros sobre jornalismo, além de vários artigos (alguns deles sobre divulgação científica pelo jornalismo), difundidos em revistas científicas, brasileiras e internacionais.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 17h58
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RMT Online é finalista do Prêmio Caixa de Jornalismo

O portal RMT Online está na final do Prêmio Caixa de Jornalismo na categoria Webjornalismo. O portal da TV Centro América foi classificado entre os cinco finalistas com a reportagem "Professora é processada após deixar estudante horas de castigo". A final do prêmio, que teve 1.404 inscritos, será em julho.

A reportagem do RMT Online trata do caso de um estudante que foi colocado de castigo atrás da porta da sala de aula, em uma escola particular da capital, e esquecido por horas pela professora. A série de reportagens também mostrou casos de professores que são agredidos por alunos em Cuiabá.

Os outros classificados para a final na categoria Webjornalismo foram a Agência Brasil, Site Instituto Ethos, Portal Estadão e USP Notícias.

O Prêmio

O Prêmio Caixa de Jornalismo Social e Negócios em Turismo está na terceira edição. Instituído pela Caixa Econômica Federal com realização da Revista Imprensa, o Prêmio Caixa tem a intenção de estimular a imprensa a cumprir seu papel social de maneira consciente, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade. O prêmio é dividido nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Negócios em Turismo (mídia impressa e mídia eletrônica) e o Prêmio Especial do Júri concedido à melhor matéria da pauta Microcrédito.

Cada finalista ganhará um certificado de participação e concorrerá ao prêmio no valor de R$ 12,5 mil, além do Grande Prêmio de R$ 25 mil. Os vencedores serão divulgados na festa de entrega do Prêmio Caixa de Jornalismo Social e Negócios em Turismo, que será realizada no mês de julho.

Na edição de 2004, a TV Centro América também foi classificada para a final do Prêmio Caixa de Jornalismo Social, na categoria Telejornalismo. Naquela oportunidade o trabalho da Rede Mato-grossense de Televisão que concorreu foi Expedição Pantanal, de Fábio Menegatti, Ulisses Serotini, Valdeci Queiróz e Josenir Proença.

Fonte: RMT-ONLINE



Escrito por Sindjor/mt às 17h53
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Jornalismo e patrulhamento

A despedida de Dan Rather da CBS começou naquela noite de 9 de março do ano passado, com o pessoal da redação aplaudindo-o de pé. “Aos meus colegas jornalistas em lugares onde falar a verdade significa um risco total. E a cada um de vocês: coragem. Boa noite”. Finalizou assim o telejornal. Mas sua história na CBS ainda se prolongaria por quinze atribulados meses – até o adeus final esta semana.

Naquele 9 de março, ele anunciava que, duas décadas e meia depois, estava deixando a bancada do CBS Evening News, abalado por uma crise que envolveria uma dose de credibilidade e outra, bem mais volumosa, de política. Permaneceria na emissora, com atribuições menos nobres. Na última terça, Rather jogou a toalha. Sentiu que a política de colocá-lo de lado fora longe demais. Ano passado, teve negado pela direção um pedido para cobrir os efeitos do furacão Katrina. Este ano seguiu com restrições e assuntos não muito atraentes.

Dan Rather ancorou por 24 anos um dos três mais influentes telejornais da televisão norte-americana. Antes fora repórter por outros 20 na mesma rede. Cidadãos nasceram e morreram tendo Rather como referência em telejornalismo.

A trajetória de Rather não foi suficiente para que se perdoasse o deslize na apuração de uma história sobre George W. Bush, quando o atual presidente dos Estados Unidos era um varão com força e jeito para o Exército. Em uma reportagem divulgada nas vésperas da eleição de 2004, sua equipe mostrou documentos sugerindo que Bush conseguira se livrar do Vietnã depois de se alistar na Guarda Nacional do Texas, feudo de sua família. Os papéis não eram confiáveis, embora ainda exista a suspeita de que a história seja absolutamente verdadeira.

Em sua carreira, Rather colecionou grandes coberturas, como a guerra do Vietnã e a morte de Kennedy, e um bocado de furos. A desavença com Bush não foi o primeiro embate com um presidente republicano. Na década de 70, protagonizou um ríspido bate-boca com Nixon. Nos anos 80, enfrentou a fúria de Bush pai, segundo o qual Rather transformara os republicanos em “hipócritas aos olhos do mundo”.

Parece óbvio que a derrocada do âncora da CBS tem muito a ver com o patrulhamento pós 11 de Setembro. Rather foi execrado pelos colunistas e blogueiros conservadores – lá eles têm muita força -, que não perdoaram os responsáveis por uma acusação frágil ao presidente. Sucumbiu à histeria conservadora que fustiga o país.



ANSELMO CARVALHO PINTO é editor do Caderno de Cidades do Diário
anselmo@diariodecuiaba.com.br

Fonte: Jornal Diário de Cuiabá



Escrito por Sindjor/mt às 12h02
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OLHA QUE CHARGE LEGAL

 



Escrito por Sindjor/mt às 13h13
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Sobre a Copa e as faculdades de jornalismo

Milton Coelho da Graça (*)

A imprensa está jogando bem na Copa?
Parreira acha que não, tem repetidamente criticado a megacobertura e mesmo a qualidade dos comentários. "Cada país tem dez, quinze jornalistas cobrindo a Copa, o Brasil tem uns 500. Acho isso um exagero", disse o técnico da seleção canarinho. E também repetidamente tem acusado nossa imprensa de apresentar um quadro equivocado da situação do time. "O time está ganhando, cumprindo tudo o que planejamos, mas a imprensa está mostrando outra coisa" – esse parece ser o resumo do pensamento não só de Parreira mas de toda a Comissão Técnica.  

Mas a verdade é que toda a imprensa esportiva mundial vem exibindo o mesmo tom de decepção realmente predominante em nossos jornais, televisões e rádios. Parreira teve amplo apoio e autoridade durante toda a fase preparatória, tempo mais do que suficiente para escolher a melhor seleção possível, dispõe do conjunto de jogadores reconhecido como o mais brilhante já reunido no mundo, é o maior ganhador de dinheiro (salário + publicidade e Promoções) entre todos os técnicos presentes à decisão da Copa na Alemanha – não é justo que a imprensa seja implacável na cobrança de resultados?

******

As faculdades estão ensinando bem?
Aluna de uma faculdade de jornalismo do Nordeste enviou-me e-mail (adiante os trechos mais significativos) pedindo conselhos sobre o quê fazer diante da desesperança quase ao final do curso. É um depoimento dramático que certamente poderia ser repetido por milhares de outros estudantes de todo o país. E acho que todos – muito especialmente os profissionais de comunicação – devem refletir sobre o assunto. 

"Este período particularmente me desanimou muito. Em conversa com outros colegas percebi que não é uma postura isolada minha, estive a ponto de desistir. Tentei fazer o possível para ajudar a melhorar a faculdade, mas, na maioria das vezes, tudo depende de muita burocracia e nada de efetivo é feito.

São problemas relacionados a maus professores, alunos que são passados de um período a outro sem a capacitação devida, um nível de exigência muito baixo em se tratando de um curso de nível superior, problemas com infra-estrutura, poucas palestras, pouco incentivo às produções acadêmicas dos alunos, a não-existência de um jornal realmente feito pelos alunos com o apoio da instituição, a inexistência de produções telejornalísticas e radiojornalísticas, a falta de apoio da instituíção às pesquisas e, em consequência disso tudo, o nosso currículo completamente desvalorizado no mercado de trabalho.

Não quero parecer individualista, mas quero seguir carreira, tenho sonhos, quero um dia ser reconhecida pelo meu trabalho, mas infelizmente não vejo que futuro vou ter numa faculdade que praticamente doa diplomas. A quantidade de alunos só interessados no canudinho ao final dos quatro anos é enorme. Mas esse não é o meu caso!

Já fui a melhor aluna de Comunicação Social da faculdade, meu coeficiente de rendimento foi ótimo, mas não acho que deva isso a minha inteligência. Devo isso a uma faculdade que não suga tudo o que pode do aluno. Devo isso a uma faculdade que, para mim, está sendo indiferente. Estou me sentindo estagnada desde que entrei nesta faculdade."

(*) Milton Coelho da Graça, 75, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistasRealidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 13h01
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Responsabilidade Social: Confira os vencedores do 6º Prêmio Ethos de Jornalismo

Da redação



O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social anunciou ontem (21/06) os vencedores do 6º Prêmio Ethos de Jornalismo. A cerimônia de entrega dos troféus ocorreu durante a Conferência Ethos, realizada no Teatro Alfa, em São Paulo (SP). O concurso visou incentivar e mobilizar a mídia para o tema de responsabilidade social empresarial.

Confira a seguir a lista de contemplados:

Júri Especial
Categoria Mídia Digital: Envolverde Revista Digital
Categoria Mídia Eletrônica Rádio: Rádio Eldorado AM – 15 Anos do Código de Defesa do Consumidor
Categoria Mídia Eletrônica Televisão: TV Salvador - documentário e programetes Dis Baixo Sul
Categoria Mídia Impressa Jornal: Jornal Valor Econômico - Empresa e Comunidade;
Categoria Mídia Impressa Revista: Revista Época - série Trabalho Escravo

Júri Virtual
Categoria Mídia Digital: ‘Portal Setor 3’
Categoria Mídia Eletrônica Rádio: Rádio CBN – Mundo Sustentável
Categoria Mídia Eletrônica Televisão: TV Cultura - Programa Balanço Social
Categoria Mídia Impressa Jornal: Jornal Valor Econômico - Empresa e Comunidade;
Categoria Mídia Impressa Revista: Revista Exame - Guia Exame de Boa Cidadania Corporativa

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 12h54
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Atenção, focas:

Inscrições para o 17º Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do Estadão acabam em julho

Redação Portal IMPRENSA


As inscrições para a 17ª edição do Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do jornal O Estado de São Paulo, em São Paulo, podem ser feitas até o dia 02/07. O curso acontece de 04/08 a 08/12, e podem participar estudantes de Jornalismo matriculados no último ano ou que tenham se graduado em 2004 e 2005. 

Criado em 1990, o programa é o primeiro do gênero reconhecido como extensão universitária em jornalismo impresso pela Universidade de Navarra, na Espanha. Durante três meses, o grupo de 30 jovens aprovados no processo de seleção têm aulas pela manhã e passam o dia nas diversas áreas da empresa, principalmente na redação. No final do curso, os novos profissionais passam a integrar o Banco Estado de Talentos, colocado à disposição do mercadoAlém das 30 vagas oferecidas aos jovens brasileiros, há ainda três postos adicionais colocados à disposição de universidades do exterior.

O curso é dividido em três blocos: Informação Prática, onde os novos profissionais simulam todas as etapas de uma produção jornalística com acompanhamento dos editores do Estadão; Informação Técnica, contato com profissionais da área e Informação Geral, além de aulas sobre ética, economia, política e filosofia voltadas especificamente para o jornalismo, os candidatos são informados sobre as operações de uma grande empresa de comunicação, desde a produção gráfica até a administração geral e o mercado. Todos eles participam também de um seminário sobre o planejamento de carreiras profissionais. 

As inscrições podem ser feitas pelo site
www.estadao.com.br/talentos.

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 12h51
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O ESTRESSE DA CONCORRÊNCIA

Boas notícias também merecem manchete

Antonio Peres Pacheco

Há algum tempo tenho me preocupado com a questão da superficialidade que caracteriza a mídia brasileira e da opção pela pura e simples fabricação de notícias a partir de suposições e possibilidades não-confirmadas que conferem ares de espetáculo às coberturas jornalísticas. Incomoda-me, sobremaneira, a falta de profundidade dos noticiários políticos, sociais e culturais no Brasil.

Com cada vez mais raras exceções, o que se publica e se noticia não se aproveita para nortear análises, balizar opiniões, encorpar argumentos, robustecer convicções e enriquecer o conhecimento geral das coisas, fatos e atos realmente significativos que ocorrem no mundo além do nosso quintal e da vizinhança.

Uma crônica do diretor de redação do jornal Diário de Cuiabá, Gustavo Oliveira, publicada na edição de domingo/segunda-feira (11/6), sob o título "Amenidade encartada", me fez perceber que, mais do que uma tendência, a superficialidade da cobertura jornalística é, para muitos veículos, uma espécie de "reação cervical", desprovida de bom-senso, como toda reação impulsiva, causada pelo estresse da concorrência autofocada. A crônica me fez lembrar um trabalho de análise fundamental de Pierre Bourdieu sobre a influência do jornalismo.

"As coisas são assim"

Em síntese, o pensador francês expõe em sua análise os mecanismos de pressão e contrapressão que fazem os jornalistas reproduzirem, via meios de comunicação, o modelo de realidade que interessa aos grupos para os quais trabalham, ao mesmo tempo em que pensam estar dando ao público o que este, de fato, deseja receber em variedade, profundidade e originalidade de informações. Na crônica dominical, Gustavo Oliveira fala da impossibilidade de os veículos de comunicação, os jornais em especial, divulgarem mais notícias boas do que notícias ruins.

Com graça, leveza e um talento literário inegável, o colega jornalista discorre sobre as razões que o fazem publicar "o joio" e não "o trigo" das notícias em seu jornal. Confessa assim, sem surpresa ou qualquer pejo, que o DC pratica um jornalismo superficial, que vai sempre a favor da corrente do segmento porque, em seu entendimento, é isso que o público exigiria dos jornais.

Ainda que expresse duvida em relação ao que realmente o público deseja dos jornais, em nome da "realidade do mercado", Oliveira deixa ver nas entrelinhas de sua crônica que seu máximo esforço em amenizar os riscos de perder leitores para a concorrência, é encartar amenidades - como suas crônicas mesmo - em algum "cantinho discreto" do jornal. Uma pena, enfim, que seja tão "realista" o superintendente do DC, revelando-se a prova cabal da correção da tese de Bourdieu de que, para o grosso dos jornalistas, "as coisas são mesmo assim" e por isso, devem continuar como são.

Conceitos deturpados

Minha visão pessoal, corroborada por estudos e pela experiência de 23 anos no exercício cotidiano do jornalismo sob as mais precárias condições de trabalho e os mais agrestes cenários sociais, políticos e econômicos, reforçados por dados concretos de pesquisa com leitores de jornais feitas por várias fontes, me levam a ir contra essa corrente que acha que boas notícias são como pesos inúteis que fazem os jornais encalharem nas bancas.

Sou dos que ainda acreditam que um jornal, um bom jornal, faz sucesso também dando boas notícias como manchetes de capa. E, principalmente, com a coragem, o atrevimento de ir contra a tal "realidade do mercado" que hoje aprisiona a todos numa em sua incrível sala de espelhos em que todos se vêem com a mesma cara, a mesma forma e até a mesmíssima linha editorial, a "alma" de cada veículo de comunicação.

Ao longo dos anos de profissão que já vivenciei, aprendi que boas notícias são mais importantes para o público do que as más, aquelas que, costumeiramente, enchem as páginas dos nossos periódicos diários ou não. Claro, boas notícias em geral não são tão apelativas à curiosidade do leitor como, por exemplo, uma falcatrua qualquer, ainda que perpetrada por um grupo de funcionários de terceiro escalão de algum órgão público, mas, são as que fazem o leitor reputar seriedade, credibilidade e respeitabilidade aos jornais que as publicam.

Infelizmente, o que acontece no jornalismo atual é que os editores continuam escolhendo as notícias a serem publicadas a partir de conceitos deturpados como o que apregoa que notícia que atrai o leitor é o que lhe provoca engulhos, que faz a adrenalina disparar pelo choque ou pela raiva, pela decepção ou pelo absurdo do fato/ato estampado em manchete.

Razão de existir

A notícia que oferece dados para debates, que oferece aditivos para o conhecimento, que amplia a cultura, que registra acontecimentos positivos, atos edificantes e dignificantes ou ainda ações que promovem a melhoria do bem-estar social podem não "vender" mais jornais aos leitores ocasionais, como o fazem as notícias ruins. Mas são as boas notícias que grande parte dos leitores mais procuram e que mais gostariam de ver estampadas nos jornais, mostradas pela televisão, espalhadas pelas ondas do rádio, difundidas mundo afora pela internet. Isso é fato.

Um bom jornal mostra não apenas o lado negativo da vida cotidiana de uma comunidade, de uma cidade, de um estado, de um país e do mundo. Um bom jornal, creio, é aquele que sabe equilibrar a missão dar notícias do que vai pelo mundo com o dever de difundir cultura e conhecimento, de oferecer a hot news tanto quanto a news deep vision.

Ou seja, um bom jornal de verdade, ou programa jornalístico na TV e no rádio ou em site de notícias na internet tem espaço para o bom e o ruim do cotidiano, para o horóscopo e a fofoca do high society, tanto para a notícia da hora quanto para a pensata e o debate. Uma receita que, sei, não é simples de preparar e administrar. Mas, não tenho dúvida, é a que daria, se colocada em prática, um pouco mais de consistência e razão de existir aos nossos jornais.



Escrito por Sindjor/mt às 12h38
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Quarta-feira sai Portaria sobre jornalistas no serviço público
 
Na próxima quarta-feira (21/06) deverá ser publicada Portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão regulamentando a jornada especial de jornalistas no serviço público. A informação é do assessor jurídico da FENAJ, Claudismar Zupirolli, que acredita que ela poderá ampliar o espectro da Portaria 4.343/96, jornada especial aos Técnicos em Comunicação Social na administração direta, autarquias, fundações e universidades federais.

A assessoria jurídica da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal vem dialogando com órgãos do governo federal para superar o problema verificado com muitos jornalistas que, embora enquadrados legalmente como categoria diferenciada, não têm reconhecido seu direito, tendo que realizar jornada de oito horas, ao invés das cinco horas regulamentares.

O primeiro avanço conquistado foi a Circular n° 502, de 26/5/2006, assinada pela Diretora de Gestão Administrativa substituta, Eva Maria de Souza Sardinha, firmando o entendimento de que os servidores ocupantes do cargo efetivo de analista administrativo, com habilitação em Jornalismo, fazem jus à jornada de trabalho prevista no Decreto nº 83.284, correspondente a cinco horas diárias e 25 horas semanais.

Hoje, em contato com a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Claudismar Zupirolli obteve a informação de que a Portaria deverá ser publicada na quarta-feira. “Estamos aguardando para conhecer todo seu conteúdo e abrangência, que poderá ser mais ampla do que a Portaria de 1996”, disse.
 
Fonte: Fenaj


Escrito por Sindjor/mt às 17h40
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Decisão sobre obrigatoriedade de diploma segue no STF

Da Redação

Em um novo capítulo da novela sobre a obrigatoriedade ou não de diploma para exercer a profissão de jornalista, o vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região aceitou recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) que pleiteia a não-exigência do diploma, embasado na Constituição de 88. A decisão agora seguirá para o Supremo Tribunal Federal, órgão responsável por julgar recursos referentes à Constituição.

Segundo noticiou o site Consultor Jurídico, a procuradora Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, responsável pelo recurso, alegou que a constituição vigente garante o direito do livre trabalho, livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação e, ainda, a liberdade de imprensa. Alegou também que o jornalismo “constitui uma atividade intelectual, desprovida de especificidade que exija diploma para seu exercício”.

Segundo Luiza, o objetivo do MPF é “preservar a liberdade de expressão de qualquer cidadão, sem que isto gere qualquer dano para a categoria dos jornalistas”. A procuradora apontou também a grande especificidade do jornalismo, que sempre contou com profissionais de outras áreas para realizar uma análise mais aprofundada do objeto que dominam, como um ponto favorável à não-obrigatoriedade.

Em 2001 a juíza federal Carla Abrantkoski Rister concedeu uma liminar abolindo a obrigação do diploma para o exercício do jornalismo. De lá para cá, diversas reviravoltas legais já ocorreram, incluindo aí a criação dos registros precários, hoje abolidos. Atualmente, está em vigor a obrigatoriedade do diploma. Ao Supremo Tribunal Federal caberá a decisão final.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 17h36
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Helena Chagas sai de O Globo

Eric Moreira

A jornalista Helena Chagas saiu do jornal O Globo nesta segunda-feira (19/06). Ela trabalhava há dez anos no diário e há dois dirigia a sucursal de Brasília. Além disso, mantinha um blog no Globo Online e publicava coluna semanal às segundas-feiras.

Recentemente, Helena foi envolvida no escândalo que culminou na saída do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. A jornalista contradisse o ministro ao afirmar, em depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília, que foi ele quem a procurou para saber se o jornal O Globo estava preparando reportagem sobre possível movimentação financeira atípica do caseiro Francenildo Costa.

Helena nega que a sua saída tenha a ver com o caso. “Vinha negociando essa saída há algum tempo, antes de tudo isso. Foi tudo numa boa”, afirmou a jornalista. Com 24 anos de carreira e formada pela Universidade de Brasília, Helena Chagas já trabalhou no Jornal de Brasília, Diário da Manhã, TV Senado e O Estado de S. Paulo.

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 17h31
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Mercado editorial: Revista Primeira Leitura anuncia fim de suas atividades

Da redação



A revista Primeira Leitura anunciou em seu portal o fim de suas atividades. Em carta aos leitores, os editores e proprietários da publicação, Reinaldo Azevedo e Rui Nogueira, justificaram a sua decisão argumentando que a falta de anúncios em suas páginas foi crucial para o fechamento.

Confira a seguir o texto de despedida escrito pelos editores.


"Sobre fim e recomeço

Por Reinaldo Azevedo e Rui Nogueira

Primeira Leitura, site e revista, encerra hoje a sua trajetória. Mas, como se dizia naqueles tempos em que a disputa política era coberta pelo véu diáfano (Eça!) da fantasia, “a luta continua”. Daqui sairão novos projetos porque seus profissionais levam consigo o muito que já tinham e o tanto que aprenderam. Cada uma das notáveis pessoas que fazem os dois veículos sai daqui mais sábia do que quando entrou. Por uma boa e simples razão: todos soubemos aprender com o trabalho do outro.

Despedidas têm sempre um ar insuportavelmente solene. Mais do que isso: uma vítima de plantão fica gritando o seu veneno autocomplacente, ressentido, amesquinhado: “Não souberam nos compreender!” Mentira! Fomos, sim, muito bem compreendidos ao longo deste tempo. Nada nos faltou, a não ser, obviamente, anúncios em número suficiente para que o projeto pudesse seguir adiante.

Ao longo dos anos, foram muitas as especulações sobre os objetivos da revista e suas vinculações com este ou com aquele partidos, notadamente o PSDB. Em outro ponto do debate, via-se na revista e no site a voz da “direita”, como se a palavra, por si mesma, já devesse provocar um susto. De forma serena, tranqüila — e quem trabalhou aqui sabe disso —, enfrentamos as vagas de maledicência, de desconfiança, de descrédito. Talvez tenha faltado advertir, então, os supostos beneficiários do nosso trabalho que, pisando nos astros distraídos, não teriam percebido a nossa importância para seus objetivos estratégicos. Isso, naturalmente, é uma ironia. A ironia sempre nos fez bem.

E conquistamos, não obstante a patrulha, milhares de leitores tão críticos como fiéis. O site Primeira Leitura chega ao fim com 2 milhões de page views por mês, o que faz dele, talvez, o mais visitado de política e economia do país fora dos grandes portais. A revista, com tiragem de 25 mil exemplares, sempre vendeu, entre assinaturas e bancas, de 70% a 80% do total, marca excelente, a indicar a necessidade de aumentar a tiragem se, para tanto, houvesse recursos. Mas não havia.

Não se espere, obviamente, um texto jubiloso, como que saído da pena de quem logra uma grande vitória e ergue a taça dos campeões morais. Isso é uma rematada besteira. Primeira Leitura seguiu o caminho que achou correto, ciente das dificuldades que ele implicava; fez as críticas que julgou necessárias, tendo claro que a adesão a uns dois ou três dos mitos postos para consumo público poderia facilitar a sua trajetória, mas recusou o cálice do adesismo e repudiou o discurso fácil que nivela os crimes políticos pelo mínimo múltiplo comum, o que é hoje do interesse de quem dá as cartas. Nunca se leu aqui: “O Brasil é assim há 500 anos”. Pela simples e óbvia evidência de que o Brasil não é assim há 500 anos.

Isso tudo revela, desde sempre, os responsáveis pelo que houve e pelo que há: nós! Reinaldo Azevedo e Rui Nogueira escolhemos esse caminho, e olhem que coisa: não seria o caso de recuar um só milímetro. Justamente porque não depende da boa vontade de estranhos para existir, Primeira Leitura fecha."...

Por motivo de espaço, este Blog publica parte da matéria. Para ler na íntegra, entre no linkhttp://www.portalimprensa.com.br/new_ultimasnoticias_data_view.asp?code=3194

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 17h27
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Artigo

Adeus moral conservadora

Não quero emitir juízo de valor, mas confesso que impressionou-me a entrevista de páginas amarelas da edição desta semana da revista “Veja”, com o autor de novelas Silvio de Abreu. Ele fala abertamente dos resultados de pesquisas qualitativas feitas com grupos de discussão para orientar o andamento da trama e da estória na novela “Belíssima”.

O próprio Silvio de Abreu se confessa chocado com a descoberta de que o público mudou o seu modo de encarar os desvios de conduta dos personagens. Ele relata que as pesquisas sempre são feitas para ver como o público está absorvendo a trama. Nesta, percebeu-se que “uma parcela considerável delas já não valoriza tanto a retidão de caráter. Para elas, fazer o que for necessário para se realizar na vida é o certo”.

Mais adiante ele admite: “Esse encontro com o público me fez pensar que a moral do país está em frangalhos. As pessoas se mostraram muito mais interessadas nos personagens negativos do que nos moralmente corretos”.

Para a novela “As Filhas da Mãe”, veiculada há cinco anos, Silvio de Abreu lembra que “o comportamento dos grupos de pesquisa era muito diferente. Os personagens bons eram os mais queridos. Na última pesquisa eles foram considerados enfadonhos por boa parte da espectadoras”.

Porém, um sinal novo aparece nessa nova moral. Diz Abreu: “Elas se incomodavam com o fato de a protagonista Júlia ficar sofrendo em vez de se virar e resolver sua vida de forma pragmática”. É uma nova forma de ver a vida. No lugar de choradeira, vá à luta!

Noutro ponto da entrevista Silvio de Abreu revela que “colhemos indícios claros de que essa maior tolerância com os desvios de conduta tem tudo a ver com os escândalos recentes da política”. Tanto que a leitura da pesquisa deixou claro: “Quero ser a Júlia, porque aí pago mensalão pra todo mundo e ninguém me passa a perna”. Na tradução, a esperteza desonesta é vista como um valor.

De novo, na prática Silvio de Abreu entende que “O simples fato de o presidente Lula dizer que não sabia de nada e não viu as mazelas trazidas à tona pelas CPIs e pela imprensa basta – as pessoas fingem que acreditam porque acham mais conveniente que fique tudo como está”.

Talvez essa leniência nacional com a moral e com os costumes esteja na constatação de que “o nível intelectual do brasileiro, de maneira geral, está abaixo do que era na década de 60 e 70, porque as escolas são piores e o estudo já não é valorizado como antigamente. (...) O valor não é mais fazer alguma coisa que seja dignificante. As pessoas querem é subir na vida, ganhar dinheiro, e dane-se o resto”.

Na soma de todos os ingredientes que se impõem na formação da nova moral estão, além da decadência da educação, a superficialidade dos relacionamentos. “Os relacionamentos de hoje são mais superficiais, as pessoas casam e descasam com facilidade”. A percepção é a de que apesar da visão romântica das espectadoras, elas sabem que nenhum príncipe encantado chegará, todos os problemas serão resolvidos e ficarão juntos e felizes para sempre.

Talvez, tirando o cinismo que aparece num monte dessas situações, tudo indica que uma nova moral está em construção no Brasil. E, como todo evento novo, certamente agredirá as regras vigentes. O tempo será o melhor remédio para acalmar os contrastes.


* ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e da revista RDM
onofreribeiro@terra.com.br

Fonte: Jornal Diário de Cuiabá

 



Escrito por Sindjor/mt às 17h19
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A FARRA DAS CONCESSÕES
Folha denuncia distribuição de emissoras a políticos

em 19/6/2006

Por Elvira Lobato, copyright Folha de S. Paulo (18/06/06), título principal “Governo Lula distribui TVs e rádios educativas a políticos”

"O governo Lula reproduziu uma prática dos que o antecederam e distribuiu pelo menos sete concessões de TV e 27 rádios educativas a fundações ligadas a políticos. Também foi generoso com igrejas: destinou pelo menos uma emissora de TV e dez rádios educativas a fundações ligadas a organizações religiosas. Esse fenômeno confirma a afirmação de funcionários graduados do Ministério das Comunicações de que, no Brasil, a radiodifusão ‘ou é altar ou é palanque’. Entre políticos contemplados estão os senadores Magno Malta (PL-ES) e Leonel Pavan (PSDB-SC). A lista inclui ainda os deputados federais João Caldas (PL-AL), Wladimir Costa (PMDB-PA) e Silas Câmara (PTB-AM), além de deputados estaduais, ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos.

Em três anos e meio de governo, Lula aprovou 110 emissoras educativas, sendo 29 televisões e 81 rádios. Levando em conta somente as concessões a políticos, significa que ao menos uma em cada três rádios foi parar, diretamente ou indiretamente, nas mãos deles. Fernando Henrique Cardoso autorizou 239 rádios FM e 118 TVs educativas em oito anos.

No final de seu segundo mandato, a Folha, em levantamento semelhante, comprovou que pelo menos 13 fundações ligadas a deputados federais receberam TVs, desmentindo a promessa que ele havia feito de que colocaria um ponto final no uso político das concessões de radiodifusão. FHC acabou com a distribuição gratuita de concessões para rádios e TVs comerciais -passaram a ser vendidas em licitações públicas-, mas as educativas continuam sendo distribuídas gratuitamente a escolhidos pelo Executivo. Antes de FHC, os políticos recebiam emissoras comerciais.

No governo do general João Baptista Figueiredo (1978 a 1985), foram distribuídas 634 concessões, entre rádios e televisões, mas não se sabe quantas foram para políticos. No governo Sarney (1985-90), houve recorde de 958 concessões de rádio e TV distribuídas. Muitos políticos construíram patrimônios de radiodifusão naquele período em nome de ‘laranjas’.

Fachadas

A Folha pesquisou em cartórios e promotorias de Justiça a origem de cerca de metade das fundações atendidas no governo Lula. O número de emissoras dadas a políticos pode ser maior porque parte das fundações existe apenas no papel.

A Fundação Dona Dadá, presidida pela mulher de Magno Malta, por exemplo, tem como endereço o escritório do senador, em Vila Velha. A rádio foi aprovada pelo ministro Hélio Costa em abril. A Fundação Rodesindo Pavan, que recebeu uma rádio em Balneário Camboriú (SC), em 2004, é presidida pela mulher do senador Leonel Pavan, segundo a documentação existente no Senado. Malta e Pavan não comentaram o assunto.

A identificação dos políticos é difícil porque eles não aparecem diretamente como responsáveis pelas fundações, mas se fazem representar por parentes, assessores e cabos eleitorais.

O deputado federal João Caldas (PL-AL) é um desses casos. Ele criou a Fundação Quilombo, em Alagoas, e recebeu licença para uma rádio FM educativa em Maceió, em dezembro do ano passado. No governo FHC, a fundação recebeu uma TV educativa em Maceió e cinco emissoras de rádio no interior do Estado.

Oficialmente, as rádios não pertencem a João Caldas, mas à Fundação Quilombo. No site do ministério, consta o nome de uma ex-assessora dele, Maria Betania Botelho Alves, como presidente. Caldas diz que não tem rádios e que a ex-assessora já deixou a entidade. No entanto, empresários alagoanos afirmam que ele é dono da rede de rádios educativas Farol Sat. Funcionários da Farol Sat, em Maceió, também o apontam como proprietário.

Caldas admite que é um dos instituidores da fundação. Ele disse à Folha que o envolvimento de políticos com a radiodifusão acontece em todo o país. ‘Não acredito que isso mude. As pessoas mais influentes são as que têm meios de comunicação, como ACM na Bahia, Orestes Quércia em São Paulo e a família Sarney no Maranhão. Comunicação dá voto.’

Ministros

Os três ministros que chefiaram a pasta das Comunicações no governo Lula -Miro Teixeira (PDT), Eunício de Oliveira (PMDB) e Hélio Costa (PMDB)- aprovaram quantidades parecidas de rádios. Foram 23 autorizadas por Teixeira, 25 por Costa e 31 por Oliveira. Os três sustentam que não sabiam do elo das fundações com políticos, mas, curiosamente, todos reclamam da pressão constante dos parlamentares reivindicando novas outorgas.

As concessões de TV são dadas por decreto do presidente, enquanto as de rádio são aprovadas pelo ministro, por portaria. As concessões de TV são por 15 anos, renováveis, e as de rádio, por 10 anos, também renováveis.

[Colaboraram Paulo Peixoto , da Agência Folha em Belo Horizonte, Kamila Fernandes , da Agência Folha em Fortaleza, e Lilian Christofoletti , da Reportagem Local]"

Fonte: Observatório da Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 16h48
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"Não há história jornalística que justifique arruinar a vida da fonte"

Da Redação (*)

O jornalista filipino Jaime Florcruz trabalha desde 1982 na China. Ele chegou como correspondente da revista Newsweek e depois foi chefe de sucursal da Time. Desde 2001, atua como chefe do escritório da rede de TV norte-americana CNN em Pequim, à frente de uma equipe com sete jornalistas e três assistentes. Em entrevista ao correspondente Gilberto Scofield Jr., publicada no jornal O Globo de domingo (18/05), ele relatou os perigos da cobertura televisiva em um país extremamente rígido no controle da informação.

Dentre os mecanismos que o governo de Hu Jintao se utiliza está o atraso de oito segundos no envio das imagens que são transmitidas pelo satélite chinês. "É o tempo suficiente para que o censor de plantão aperte o botão e interrompa o sinal quando alguma notícia que desagrade a China é divulgada".

Situação que acontece rotineiramente não só com a CNN mas com outras grandes redes mundiais de TV, como a ABC e a BBC. Principalmente se a reportagem for ligada ao que o jornalista filipino chama de "Ts" e um "F": Tibete, Taiwan, Tiananmen (a Praça da Paz Celestial) e a seita Falun Gong.

Trabalhar em um terreno minado como esse exige cuidados e a CNN toma os seus. Em caso de informação perigosa, o repórter é orientado a utilizar telefones públicos e o carro de reportagem possui películas especiais que impedem a visão do interior pelos vidros traseiros. Câmeras ocultas são proibidas. "A descoberta de uma microcâmera seria tudo o que governo da China precisa para acusar a CNN de espionar para os EUA”, explica Florcruz.

Com tantos riscos, ainda há a preocupação com a fonte. Sobre essa relação, o chefe do escritório da CNN é taxativo: "Não há história jornalística que justifique arruinar a vida da fonte. As fontes na China correm perigos sérios se forem flagradas passando informações que deveriam ser mantidas em segredo. E não falo apenas de perder o posto no governo: falo de ser preso por anos ou pior. Há quem me critique, mas prefiro cancelar a reportagem. Não posso me dar ao luxo de cair na armadilha da autocensura, mas não tenho o direito de expor a vida de outros pela gratificação de uma notícia que pode esperar outra oportunidade para ser divulgada.”

Mas, apesar da censura, ele vê progressos: "Se levarmos em conta que, há 25 anos, até a previsão do tempo era considerada segredo de Estado, então há um enorme avanço". Com sua experiência no país, o jornalista vê um futuro mais livre para a informação na China, principalmente pela Internet, onde, para cada blog fechado pelo governo, aparecem outros cem. Mas alerta que o cenário ideal é apenas para a próxima geração de chineses. "A gaiola agora é grande, mas continua sendo gaiola".

(*) Com informações de O Globo

Fonte: Comunique-se



Escrito por Sindjor/mt às 16h42
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Censura ideológica: Irã proíbe circulação da Economist

Redação Portal IMPRENSA


O Irã proibiu a importação, circulação e distribuição da revista britânica The Economist. O veto aconteceu devido a maneira como a publicação se referiu ao Golfo Pérsico. Em um mapa, a revista indicou a região apenas "o golfo". O governo do Irã defende ardorosamente que a região seja chamada de "golfo Pérsico" e não de "golfo Árabe", nome idealizado por nacionalistas árabes. O Irã domina a parte leste da costa, enquanto países árabes se encontram na margem oposta.

Em novembro de 2004, um atlas da revista National Geographic foi banido por trazer "golfo Árabe" entre parênteses ao lado do nome "golfo Pérsico".

Fonte: Revista Imprensa



Escrito por Sindjor/mt às 16h38
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Diogo Mainardi: Pedido de colunista leva presidente Lula a ser intimado a dar explicações

Por Thaís Naldoni / Redação Portal IMPRENSA


Diogo Mainardi, colunista de revista Veja, continua sendo mestre em criar polêmicas. A última envolve nada mais nada menos, do que um pedido judicial de esclarecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi acatado pelo Supremo Tribunal Federal.

A revista Veja noticiou que um espião da Kroll afirmou que Lula teria uma conta em paraíso fiscal. Por conta da reportagem, o presidente disse que quem escreveu esta reportagem não era jornalista, mas um “bandido, mau-caráter, malfeitor, mentiroso”.

Em vista disso, Diogo Mainardi pede que o presidente esclareça a qual jornalista da semanal ele estava se referindo ao fazer tais declarações.

Segundo o site Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), Lula seria intimado a se explicar, mas não seria obrigado a fazê-lo, visto que se trata de uma ação preparatória penal. Assim que receber a intimação, o presidente terá 48 horas para decidir se esclarecerá o caso ou não.

Fonte: Revista Imprensa


 



Escrito por Sindjor/mt às 16h30
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