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Editorial: Sobre talentos e canudos
Por Pedro Venceslau, editor executivo da revista IMPRENSA
Quando o debate em torno do diploma volta à baila, seus defensores na tribo comparam o jornalismo a outras categorias. A pergunta é sempre a mesma: se advogados, arquitetos e engenheiros precisam de Conselhos e canudos, por que os jornalistas podem prescindir deles? Nossa resposta é simples. O jornalismo não é uma profissão politécnica, tampouco exata. O jornalista é um profissional de prática universal, cujo oficio reúne todos os saberes sob o crivo do discurso noticioso. Faltam especialistas nas redações de hoje. E sobram Faculdades - são 472 espalhadas pelo Brasil. O projeto da FENAJ de ampliar o raio de ação do diploma de 11 para 23 categorias, entre elas comentaristas, chargistas, revisores, diagramadores e arquivistas, incentiva a indústria do diploma e invade prerrogativas de outras categorias.
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A nossa meta ao longo deste mês de julho na IMPRENSA foi produzir reportagens com fatos e sem os ranços corporativos da cobertura que pautou a opinião pública e o próprio presidente. Ao contrário da ampla maioria dos veículos, reservamos nossa opinião ao editorial. Minutos antes do fechamento da edição de agosto de IMPRENSA, o veredicto oficial do governo foi anunciado, a tempo de sair no “Jornal Nacional”: veto total e a criação de um grupo de trabalho com cinco representantes de cada uma destas entidades: FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), ANJ (Associação Nacional dos Jornais), ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) , ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e FITERT (Federação Interestadual de Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão). Esse grupo tem 90 dias para chegar a uma conclusão sobre uma nova regulamentação para a profissão de jornalismo. A FENAJ é minoria. Houve o veto, mas o projeto ainda respira.
Fonte: Revista Imprensa - Editorial da Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 11h49
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Internacional: Equipes de televisão sofrem ataques israelenses no Líbano
Redação Portal IMPRENSA
As equipes das redes Al-Jazeera, Al-Arabiya e Al-Manar alegam terem sido vítimas de um ataque aéreo direto das forças armadas israelenses, nó último dia 22/07. Os jornalistas foram obrigados a interromper as filmagens que faziam no sudeste do Líbano, mas não houve feridos.
Segundo declarações das redes ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), todos os veículos estavam devidamente identificados, com as palavras PRESS e TV. Os aviões israelenses teriam disparado mísseis a 75 metros de distância dos jornalistas.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 11h47
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Nota de protesto e esclarecimento
Governo cede ao lobby dos donos da mídia
Os patrões venceram. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva capitulou mais uma vez aos interesses das grandes empresas de comunicação do País ao vetar integralmente o projeto de lei que atualiza as funções da profissão de jornalista. Orientado por sua equipe, o presidente cedeu aos argumentos falaciosos dos donos da mídia que, utilizando indevidamente do poder de difusão que têm, usaram seus veículos apenas para defender seus interesses.
A atualização da regulamentação profissional dos jornalistas é uma reivindicação legítima da categoria, organizada em seus Sindicatos e na FENAJ. O projeto de lei nº 079/2004 foi discutido e democraticamente aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Ao vetá-lo integralmente, o presidente nega, mais uma vez, sua origem sindical, sua luta pela organização dos trabalhadores e, principalmente, o respeito aos princípios democráticos que vigoram no Brasil.
O governo simplesmente não resistiu à pressão desigual dos donos da mídia. Capitulou aos interesses empresariais, como fez em relação à criação do Conselho Federal de Jornalistas e ao processo de implantação da TV e do rádio digital no País.
A FENAJ não pode aceitar que, nessa capitulação, o governo lance mão do argumento da liberdade de imprensa e de expressão indevidamente utilizado pelos donos da mídia. Na campanha que desencadearam pelo veto ao PL 079, grandes jornais e emissoras de TV passaram por cima da liberdade de expressão e de imprensa que falsamente dizem defender.
A verdadeira ameaça à liberdade de expressão e de imprensa não é a regulamentação da profissão dos jornalistas. É, isto sim, o alto grau de concentração da propriedade privada na mídia, o conluio com elites políticas nos Estados e no Congresso Nacional e a hegemonia, no mercado de comunicação, de um único grupo, a Rede Globo.
Mais uma vez o movimento sindical dos jornalistas foi vítima de sórdida e orquestrada campanha sustentada pelas empresas, que difundiram, em escala de massa, desinformação e histeria. Transformou-se uma justa reivindicação profissional em um problema de Estado. Contaram, como sempre, com os serviçais de plantão e com novos e inesperados aliados, inclusive no campo dos trabalhadores. É condenável a postura da Federação dos Radialistas (Fittert) que defendeu o veto total, ao lado das empresas de rádio e TV, e, no momento final de negociação, propôs a retirada da função de repórter cinematográfico, previsto como atividade de jornalista desde 1969.
Como "saída honrosa", o Governo propôs a formação de um grupo de trabalho para discutir mudanças na regulamentação profissional. A proposta nasce comprometida pela postura autoritária das empresas de comunicação e de suas entidades representativas: ANJ, Abert e Aner que, sabidamente, não querem qualquer regulamentação.
A FENAJ não se furtará ao debate democrático e participará do grupo de trabalho proposto pelo Ministério do Trabalho, mas não abrirá mão dos direitos conquistados com a luta de gerações de jornalistas brasileiros. É preciso esclarecer à sociedade que aos jornalistas interessa manter e aperfeiçoar a regulamentação da profissão, e aos patrões interessa o fim do diploma, a ausência de um conselho profissional, a desmoralização das entidades sindicais e a não-observância dos princípios éticos que regem a profissão.
Por seu compromisso com esse passado de lutas e por acreditar em um país mais justo com o seu povo, a FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e toda a categoria vão continuar defendendo a regulamentação profissional, a exigência da formação de nível superior em Jornalismo para o exercício da profissão e a auto-regulamentação, com a criação de um Conselho Profissional. Porque tudo isso é condição para a prática de um jornalismo verdadeiro, ético e socialmente responsável.
Brasília, 27 de julho de 2006
Escrito por Sindjor/mt às 11h41
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Não foi dessa vez: Governo veta projeto da FENAJ
Redação Portal IMPRENSA
Não foi dessa vez. O governo vetou integralmente o Projeto de Lei número 79, de 2004, que amplia de 11 para 23 as funções dos jornalistas. A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma reunião com a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. Diz o governo que existem muitas brechas jurídicas no projeto aprovado pelo Congresso, o que poderia causar um imbróglio no mercado de trabalho da área. As informações são do Jornal Nacional, da Rede Globo.
O ministro Luiz Marinho informa que foi criado um grupo de trabalho para analisar a legislação na área de jornalismo. O grupo será coordenado pelo Ministério do Trabalho e composto por cinco representantes das empresas de comunicação e por cinco representantes dos trabalhadores da categoria. O grupo terá até 90 dias para apresentar uma proposta para a área. A primeira reunião está prevista para o dia 9 de agosto. Essa foi a maneira encontrada pelo governo para permitir a FENAJ uma saída honrosa.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 11h58
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Lei Amarildo:
Decisão oficial do governo pode sair ainda hoje
Redação Portal IMPRENSA
Informa a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o Projeto de Lei Complementar 79/2004, mais conhecido como “Lei Amarildo” ou “Lei FENAJ”,pode vetado ainda hoje (26/07) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo vê "problemas sérios de constitucionalidade e legalidade" no texto, adiantou Rousseff, para os jornalistas presentes na cerimônia da assinatura de contratos para a compra de Biodiesel para a Petrobras, realizada nesta terça-feira, no Palácio do Planalto.
Apesar das “pistas” que apontam para o veto, Dilma disse que não tem como prever nada antes do projeto ser analisado previamente pelo presidente. De autoria do deputado Pastor Amarildo (PSC-TO), o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional. O posicionamento definitivo do governo estava previsto para sexta-feira (28/07), último dia, por lei, para a sanção ou veto do presidente.
Na tarde de ontem, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, realizou um debate sobre o assunto, com a participação de advogados, jornalistas, empresários da comunicação e entidades da sociedade civil organizada. Entre os debatedores estavam o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e diretor da Fenaj, José Augusto de Oliveira Camargo, Alberto Luchetti, presidente da All TV, o diretor de jornalismo da Rádio CBN, Heródoto Barbeiro, além do presidente da Comissão de Estudo da Lei de Imprensa Sérgio Redó e Ricardo Viveiros, assessor de Imprensa da Fiesp.
No fim do debate, que durou cerca de duas horas, ficou decidido que a Comissão de Estudos para a Lei de Imprensa da OAB-SP terá 24 horas para produzir um relatório com os subsídios trazidos pelos participantes do encontro.Ele servirá para incrementar o posicionamento oficial da OAB-SP, que será encaminhado ao presidente da República, no que diz respeito à exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalistas e todas as atividades assemelhadas.
As informações são da Agência Brasil e do site Última Instância.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 11h35
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Livro reúne maiores nomes do Jornalismo Político
Tiago Cordeiro
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Na apresentação do livro "Jornalismo Político – Teoria, História e Técnicas", Roberto Seabra e Vivaldo de Souza, organizadores e escritores, ressaltam que a imprensa brasileira nasceu no início do século XIX. "O Brasil iniciava seus primeiros passos rumo à separação de Portugal”. Assim, os dois ressaltam que as histórias do jornalismo brasileiro e político se confundem.
“O jornalismo no Brasil começou com intuito político. Durante a República tivemos vários jornais defendendo a democracia”, diz Vivaldo de Souza, coordenador de Economia da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo. O jornalista afirma que o Jornalismo Político não é o mesmo daquela época. “Melhoramos muito”. Para ele, hoje os jornais conseguem fazer matérias durante a campanha eleitoral sem cair no denuncismo ou soarem como apoio político. “Veja o caso do escândalo dos sanguessugas. Houve apuração e averiguação não apenas do que o Ministério Público comunicou, mas também de outros fatos”. Souza também ressalta a última campanha eleitoral quando “o tempo para os dois principais candidatos foi basicamente o mesmo”.
Os organizadores selecionaram especialistas no assunto como Eliane Cantanhêde, Helena Chagas, Tereza Cruvinel, Álvaro Pereira, Wladimir Gramacho, entre outros jornalistas e pesquisadores.
Vários cursos de jornalismo já oferecem cadeiras com a disciplina Jornalismo Político. Contudo, ainda não existia uma bibliografia específica para o tema. “Nós vimos que, apesar do tema político ser muito importante para a formação dos futuros jornalistas, não existiam livros especializados sobre o assunto. Mas o livro serve não apenas aos estudantes de Jornalismo, mas a qualquer pessoa interessada em política”, ressalta Seabra, editor da Agência Câmara de Notícias.
O tema parece ter se tornado um filão editorial de sucesso. Desde “Notícias do Planalto”, de Mario Sérgio Conti, outros livros como “Morcegos Negros”, de Lucas Figueiredo, e “Rota 66”, de Caco Barcelos, já foram lançados e são sucessos de vendas. “É uma área interessante. Tanto para aprofundar matérias que já foram publicadas quanto para publicar matérias que não encontrariam espaço em jornais”, opina Souza. Jornalismo Político Organização de Roberto Seabra e Vivaldo de Sousa Editora Record 304 páginas Preço: R$ 44,90 |
Fonte: Comunique-se
Escrito por Sindjor/mt às 11h24
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Após realizar debate, OAB-SP deve definir posição sobre diploma de jornaista
A seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) realizou na tarde desta terça-feira (25/7) um debate sobre o Projeto de Lei Complementar 79/2004, aprovado pelo Congresso Nacional, que deverá ser obrigatoriamente sancionado ou vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima sexta-feira (28/7).
O evento contou com a participação de advogados, jornalistas, empresários da comunicação e de entidades e da sociedade civil organizada.
Segundoma a assessoria do tribunal, o projeto, caso sancionado, estende a obrigatoriedade do diploma de bacharel em jornalismo para todos os profissionais que trabalham em veículos de comunicação de caráter jornalístico, incluindo, além de jornalistas, também narradores, locutores, comentaristas, ilustradores, fotógrafos e repórteres cinematográfico.
No fim do debate, que durou cerca de duas horas, ficou decidido que a Comissão de Estudos para a Lei de Imprensa da OAB-SP terá 24 horas para produzir um relatório com os subsídios trazidos pelos participantes do encontro.
Ele servirá para balizar um posicionamento oficial da OAB-SP, que será encaminhado ao presidente da República, no que diz respeito à exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalistas e todas as atividades assemelhadas.
O debate Entre os presentes, o principal defensor do projeto foi o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e diretor da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais), José Augusto de Oliveira Camargo.
Para ele, está havendo uma grande confusão, proposital, sobre o projeto para que a discussão não avance, além de gerar colocações infundadas, que demonstram desconhecimento da íntegra do texto. "Nenhum veículo de comunicação procurou o Sindicato dos Jornalistas, que tem representatividade e 70 anos de existência para saber sua posição. Dessa forma, a sociedade não é informada e se descarta o debate", criticou José Augusto.
Alberto Luchetti, presidente da All TV, considerou positiva a discussão gerada pelo projeto, embora não seja favorável à obrigatoriedade do diploma de jornalista. Segundo ele, há no país 150 faculdades de jornalismo, que formam anualmente 15 mil novos profissionais por ano, "em grande parte despreparados". Ele também chamou a atenção para o fato de que atualmente as redações estão mais enxutas e os recém-formados vão exercer outras profissões porque não há mercado de trabalho.
Na avaliação de Heródoto Barbeiro, diretor de jornalismo da Rádio CBN, o Brasil é a sociedade das "carteirinhas" , uma vez que há regulamentação em torno da maioria das categorias profissionais, o que está na contramão da história, sendo uma herança do Fascismo e da Constituição de 1937.
Para ele, é fundamental debater o posicionamento do Estado frente à sociedade, uma vez que a questão mais importante reside na liberdade de expressão, que vai além da liberdade de imprensa. Heródoto defendeu a desregulamentação de todas as profissões, por entender que um profissional deve ser julgado pela sua competência, seu trabalho e não pelo "papel na parede".
Também criticou a existência da Lei de Imprensa e a tentativa de aprovar o Conselho Nacional de Jornalismo. "Outras profissões, como advogados e médicos têm de aderir a um Código de Ética, podendo ser punidos quando ferem esse Código. Contudo, no jornalismo, ninguém pode ser punido legalmente por não ser ético", explicou.
Ricardo Viveiros, assessor de Imprensa da Fiesp, considerou que o local ideal para o aprendizado da técnica jornalística é a academia, a faculdade de jornalismo; sem que haja impedimento para aquele que tenha talento e vocação de exercer funções correlatas na mídia, como comentaristas e cronistas, sem a necessidade do diploma de jornalista, como quer o projeto.
Viveiros também destacou que há um grande dilema vivido pelos recém-formados devido à má qualidade do ensino: o jornalista não arranja emprego porque não apreendeu; e porque não aprendeu, não arranja emprego. Por fim, ressaltou que a regulamentação da profissão de relações públicas vem avançando sobre atribuições dos jornalistas no âmbito das assessorias de imprensa e que a regulamentação da profissão de jornalista pode acabar sendo um "mal necessário".
O presidente da Comissão de Estudo da Lei de Imprensa, Sérgio Redó, disse que projeto atenta contra a liberdade de imprensa, porque impede os profissionais de exercerem sua criatividade. "Os maiores jornalistas do mundo não tem diploma de jornalismo, mas podem influenciar os mercados interno e externo. Defendo a formação profissional dentro de verdadeiros conceitos acadêmicos, mas o exercício profissional deve ser regulado pelo mercado. Como o mau advogado, o mau jornalista na tem mercado de trabalho. É questão de competência".
Terça-feira, 25 de julho de 2006
Escrito por Sindjor/mt às 11h17
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Márcio Hudson lança o livro ‘Percepções’
Da Redação
‘Percepções’, obra que reúne os mais importantes momentos captados pelas lentes do premiado fotógrafo Márcio Hudson, será lançada nesta terça-feira, às 19 horas, no Restaurante do Sesc Arsenal, quando também será aberta exposição fotográfica com 40 trabalhos que fazem parte do livro.
Márcio Hudson reúne em ‘Percepções’ trabalhos de diversos períodos de sua trajetória profissional. Ao completar 16 anos de profissão sentiu necessidade de reunir os trabalhos realizados ao longo deste tempo. ‘Quando se chega num determinado momento da carreira, com tanta coisa realizada, é preciso tomar um caminho então me decidi pelo livro’, disse.
Em sua obra o fotógrafo envereda por um imaginário bastante sofisticado. Atento a uma estética apurada, busca a partir da exploração da plasticidade e se lança a retratar o universo que existe em cada elemento que fotografa. A maioria das fotos é em preto e branco, uma das paixões de Márcio Hudson que entende ser esta uma forma mais poética de revelar o momento captado pelas lentes de sua câmera. “Gosto mais das fotos em preto e branco, acho que dessa forma o trabalho fica mais poético”, afirma.
Fotografa suas percepções, registrando a natureza seja na África, Chapada dos Guimarães, nus e arquitetura. Mas, é principalmente no estúdio que ele desenvolve sua poética e seu trabalho do dia-a-dia, fotografando produtos, modelos e, também, levando a natureza para o estúdio como na série natureza morta “amazônica”.
Márcio também trabalha com fotos publicitárias, mas é nos projetos pessoais que ele se realiza. ‘Gosto de captar o momento, é algo único’, assegura.
O artista - Cuiabano, Márcio Hudson viveu em Brasília, Rio de Janeiro e, Nova York. Graduado em Economia pela Universidade de Brasília, também cursou Jornalismo na Faculdade de Comunicação Hélio Alonso, no Rio de Janeiro. Foi premiado também em trabalhos de cinema de ficção e desenho animado em Brasília.
Márcio Hudson, tem 16 anos de carreira, começou a fotografar profissionalmente a partir de seu ingresso na Faculdade de Comunicação Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, realizando trabalhos como freelancer para os jornais cariocas e, ao mesmo tempo, estudando fotografia na Escola de Artes Visuais, no Parque Lage. Fez especialização em câmeras de grandes formatos na International Center of Photography em Nova Iorque, em 1992. Foi instrutor de fotografia de estúdio na Casa de Cultura Laura Alvin e no Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho, no Rio de Janeiro, de 1993 a 1995.
Participou de diversas coletivas e também do Salão de Fotografia do Sebrae, ganhando o 1º prêmio Profissional, em 2000. Atualmente é professor de fotografia da Unirondon e um dos sócios da Oficina da Imagem – estúdio de fotografia.
Fonte: Jornal Diário de Cuiabá
Escrito por Sindjor/mt às 18h17
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Heloísa Helena demite assessor acusado de usar gabinete para campanha
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ANDREZA MATAIS da Folha Online, em Brasília
A senadora Heloísa Helena (AL), candidata do PSOL à Presidência da República, demitiu hoje seu assessor de imprensa após descobrir que ele usava os e-mails do Senado para divulgar a agenda dela como candidata para veículos de comunicação. Heloísa disse que "não sabia de nada" e que sua atitude não poderia ser diferente.
"Não sabia, senão seria burra ou vigarista", disse Heloísa.
Heloísa disse que não tinha outra opção senão demitir o funcionário. "Se não tivesse sido rígida, implacável todos iriam dizer que era um erro porque falo de todo mundo. Para que eu tenha autoridade de condenar a canalhice política não posso aceitar esse tipo de coisa", disse.
A denúncia foi publicada no jornal "Correio Braziliense" de hoje. Heloísa disse que o seu gabinete não está sendo usado para a campanha. "Não estou usando o gabinete como comitê", garantiu. E emendou: "Estou há quatro anos sem usar a gráfica e não uso carro do Senado, embora meu gabinete use." Ela disse que tem "vergonha" de usar a gráfica.
O agora ex-assessor de Heloísa Helena, Airton Jacinto Filho disse que enviou para a imprensa a agenda da senadora, que inclui compromissos de campanha. Ele reconheceu que cometeu um erro, mas disse que agiu de forma ingênua.
Índio, como é conhecido, afirmou que vai trabalhar na campanha de Heloísa. Ele ainda não sabe se será remunerado ou de forma voluntária. "Ele é uma pessoa boa, honesta, um pai de família", defendeu Heloísa.
Fonte: Folha Online
Escrito por Sindjor/mt às 18h14
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| Governo decide quinta sobre projeto que atualiza funções dos jornalistas |
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Cresce a expectativa sobre uma posição do governo Lula quanto ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 79/2004. No dia 28 de julho vence o prazo de veto ou sanção do projeto aprovado no Senado no início deste mês. Representantes da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de Brasília reuniram-se com o ministro Tarso Genro nesta segunda-feira. Ele informou que ainda não há uma definição sobre o assunto.
Entidades representativas dos empresários, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) já se manifestaram contra o projeto. “Nosso esforço é para que o governo ouça a principal categoria de trabalhadores interessada no projeto, os jornalistas”, afirma o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Segundo ele, a entidade vem buscando, também, contatos com parlamentares influentes junto ao governo e entidades da sociedade civil em apoio ao projeto.
A coordenação de governo discutiu o assunto no dia 19 de julho. Cabe à Casa Civil e o Ministério do Trabalho elaborarem pareceres para embasarem um posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode sancionar ou vetar total ou parcialmente o projeto.
Nesta segunda-feira (24/07), os diretores da FENAJ Sérgio Murillo de Andrade e Celso Schröder e o presidente do SJDF, Romário Schettino, reuniram-se às 17h30 com o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. O ministro ouviu as razões dos jornalistas, achou-as justas, manifestou preocupação com a dimensão do debate sobre o projeto e informou que ainda não há posição do governo sobre a questão, o que deverá ocorrer quinta-feira (27/07).
“Ao contrário do que apregoam os patrões com sua campanha de desinformação quanto ao PLC 79/2004, ele é democrático, foi discutido na Câmara e no Senado, e o primeiro projeto com este conteúdo entrou no Congresso em 1989”, destaca Murillo. Em sua visão, “quem é contra este projeto é contra a organização e fortalecimento dos jornalistas”.
Goleada O portal da Revista Imprensa, que vem cobrindo a polêmica criada pelas empresas, está promovendo uma enquete sobre o Projeto da FENAJ. Em levantamento feito nesta segunda-feira (24/07), dos 7155 votantes, 82% defendem a sanção do PLC 079/04 e 18% se mostraram favoráveis ao veto.
Fonte: Fenaj |
Escrito por Sindjor/mt às 18h08
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Artigo: Defender a regulamentação e enfrentar os donos da mídia, por Sergio Murilo de Andrade - Presidente da FENAJ
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) voltou a ser vítima de ataques por parte dos donos da mídia, por defender a profissão, seus profissionais, a qualidade do jornalismo e por conseqüência, o direito da sociedade a uma informação ética, responsável e voltada para o interesse público. No campo da comunicação, essas empresas alinham-se à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), conhecida por disseminar, no continente sul-americano, sua idéia de “liberdade de imprensa”, que nada mais é do que a liberdade de as empresas divulgarem somente o que lhes interessa, muitas vezes distorcendo os fatos ou omitindo informações de relevante interesse público. Insiste também na flexibilização dos contratos de trabalho e na desregulamentação da profissão de jornalista nos países onde há regulamentação, como é o caso do Brasil, e trabalha para impedir a regulamentação onde ela ainda é anseio da categoria.
Ao atacar agressivamente o projeto de lei aprovado pelo Senado que atualiza a regulamentação e a proposta da FENAJ de criação do Conselho Federal dos Jornalistas, os donos da mídia, mais uma vez, tornam pública sua ira pelo fato de os jornalistas brasileiros terem uma profissão regulamentada. Em pleno século 21, querem profissionais mal pagos, intimidados e submissos. Por isso, atacam a FENAJ, federação sindical que, ao lado dos Sindicatos de Jornalistas de todo o País, há décadas luta pela valorização da profissão, por melhores condições de trabalho, pela liberdade de imprensa, pela democratização dos meios de comunicação e da sociedade como um todo.
Por ser de natureza pública, o exercício do jornalismo exige qualificação profissional e democratização no seu acesso. Essa democratização se dá com a oferta - aos veículos de imprensa e aos mais diversos setores - de profissionais formados pela sociedade em suas instituições de ensino superior. Democratizar também é atualizar as funções profissionais conforme as mudanças de caráter técnico, tecnológico, cultural e político operadas na sociedade.
Mesmo sabendo do poder dos donos da mídia, que impede a FENAJ e os Sindicatos dos Jornalistas de se manifestarem para esclarecer a sociedade, não nos intimidaremos. Vamos continuar defendendo a profissão e denunciando a prática de veículos de comunicação como o Estadão, Folha, Globo, Veja e seus assemelhados. Porque sabemos que não é possível avançar no processo de democratização do país sem democratização da comunicação, sem combater a mercantilização da informação e sem a valorização e fortalecimento da profissão e do profissional jornalista.
Sérgio Murillo de Andrade Presidente da FENAJ
Escrito por Sindjor/mt às 18h45
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Pé na estrada: Caravana JN reforça cobertura das Eleições 2006
Redação Portal IMPRENSA
Uma viagem por 15 mil quilômetros de estradas brasileiras; 380 quilos de equipamentos; dois meses a bordo de um motorhome com as cores e a logo do "Jornal Nacional"; oito dias num barco atravessando parte da região Norte. Esses são alguns dos números da Caravana JN, projeto especialmente desenvolvido pela Central Globo de Jornalismo (CGJ) para a cobertura das Eleições 2006. Durante a sua realização, o Jornal Nacional será apresentado das cinco regiões do país e exibirá a série Desejos do Brasil. Farão parte da cobertura ainda os tradicionais debates e entrevistas com os candidatos nos estúdios dos telejornais da TV Globo. O público terá oportunidade de conhecer o motorhome que vai percorrer todas as regiões brasileiras na próxima quarta-feira, dia 26, em uma matéria do Jornal Nacional. Em seguida, no dia 27, a equipe partirá do Rio de Janeiro em direção à região Sul. O projeto começará a ir ao ar na segunda-feira seguinte, dia 31, quando, além da exibição da primeira matéria da série Desejos do Brasil, vai acontecer a primeira ancoragem fora do estúdio da TV Globo.
Durante os dois meses de projeto, de 31 de julho a 30 de setembro, o Jornal Nacional vai exibir, de segunda a sábado, a série Desejos do Brasil. Com reportagem de Pedro Bial, as matérias serão produzidas, realizadas e editadas pela equipe da Caravana JN. Motivada pelas eleições, a série vai traçar um panorama dos anseios dos brasileiros, captando os contrastes do território nacional.
Para não prejudicar a cobertura na região Norte, cujo acesso a diversas cidades seria inviável com o motorhome, a equipe de reportagem fará o trajeto de Belém a Manaus em um barco – também caracterizado e devidamente equipado –, que seguirá pelos rios Pará e Amazonas, por oito dias. Ao final dessa aventura fluvial, a equipe pegará um avião e reencontrará o ônibus no Mato Grosso, na região Centro-Oeste, de onde seguirá viagem.
A cada 15 dias, nas segundas-feiras, os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes vão se revezar para encontrar a “equipe andarilha” e apresentar parte do telejornal das cinco regiões do Brasil. No dia 31 de julho, quando o projeto estréia no ar, o Jornal Nacional será ancorado do Sul. Em seguida, no dia 14 de agosto, será a vez do Sudeste. Excepcionalmente, em função da maior quantidade de estados da região, a terceira e a quarta ancoragens serão feitas no Nordeste, nos dias 28 e 29 de agosto, segunda e terça-feira. Dando continuidade à viagem, no dia 11 de setembro, o programa será apresentado do Norte e, no dia 25 de setembro, do Centro-Oeste. Para encerrar o projeto, a sete e última apresentação será feita do Distrito Federal (Brasília), no sábado, dia 30 de setembro, véspera do primeiro turno das eleições.
As cidades das ancoragens foram escolhidas de acordo com a representatividade na história da região e as apresentações serão todas feitas ao ar livre. Em cada uma dessas ocasiões, serão apresentadas matérias especiais traçando o perfil e destacando os desafios da região.
Fonte: Revista Imprensa
Escrito por Sindjor/mt às 18h43
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O Ensino de Jornalismo por Jornalistas
Zélia Leal Adghirni - jornalista e professora da Faculdade de Comunicação da UNB.
Não se justifica o impacto negativo que teve na mídia a aprovação do PLC 079/2004 que regulamenta e atualiza as funções dos jornalistas. Tanto a profissão quanto a sociedade, só tem a ganhar com a consolidação de um perfil privativo de jornalistas, principalmente para o ensino do jornalismo. Mais do que nunca precisamos de jornalistas para ensinar jornalismo nas universidades. A lei já garantia isto. Mas o MEC também recomenda que, para ser professor, é preciso ser doutor (ou mestre, se faltar doutor). E onde estão os jornalistas doutores ? Ainda são raros no universo acadêmico. A Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo , criada há três anos, tem cerca de cem doutores filiados. As Faculdades de Comunicação, que são mais de 500 no país, dentro das quais funcionam os cursos de Jornalismo, estão repletas de doutores mas não necessariamente na área de jornalismo. Eles podem ser sociólogos, antropólogos, psicólogos, semiólogos ou comunicólogos. Há mais ólogos que istas no mundo dos jornalistas-professores.
O artigo 2º, incisoVI, da lei 83.284/79, já previa que o ensino de técnicas e teorias jornalísticas é privativo do jornalista profissional. Em 1984, uma resolução do Conselho Federal de Educação determinava que os professores da parte específica de cada habilitação deveriam ter registro profissional e três anos de experiência de mercado. Era a realidade da época, as universidades precisavam de profissionais para formar profissionais a fim de atender as necessidades do mercado de trabalho. A formação se concentrava na experiência, no fazer, mais do que no pensar. O professor de fotografia era fotógrafo, o professor de redação era jornalista, o professor de diagramação era diagramador. Esta decisão tem sido respeitada nos editais de concursos públicos na maioria das universidades federais. Mas o curso de jornalismo é apenas um entre tantas habilitações das faculdades de comunicação social que oferecem também cursos de publicidade, cinema, audiovisual e relações públicas. Era preciso encontrar professores de Teorias da Comunicação, Sociologia da Comunicação, Ética e Legislação, Métodos e Técnicas de Pesquisa, entre outras disciplinas de um currículo mínimo, mas vasto. A produção do conhecimento se tornou complexo e o MEC precisou dar conta da complexidade do ensino superior onde a pesquisa passou a ter lugar tão importante quanto o ensino e a extensão. Exige-se hoje titulação acadêmica máxima para ingressar no magistério superior: doutorado, pós-doutorado e obras publicadas. Quem já é professor e não tem mestrado, pede licença para capacitação e vai fazer doutorado, no exterior ou no Brasil, que tem hoje excelentes condições para formar seus doutores. Um profissional graduado com o título de Bacharel em Jornalismo só pode entrar na universidade pública como aluno de pós-graduação, não como professor. Uma tendência que vem crescendo nos meios profissionais das grandes empresas jornalísticas. Infelizmente, a maioria daqueles que são aprovados, após uma rígida seleção, não conseguem terminar o curso. Absorvidos pelas rotinas produtivas da profissão, abandonam o curso na hora de escrever a tese.
Uma das poucas conquistas das últimas greves foi a liberação, pelo MEC, de mais de duas mil vagas para docentes de ensino superior, das quais 69 para a UnB. Três delas foram para a Faculdade de Comunicação. Os editais pediam doutores para todas as áreas mas tiveram que se contentar com mestres para as disciplinas de Fotografia e Planejamento Gráfico. Nos últimos dez anos, foram raros os concursos autorizados pelo MEC. Neste período, professores que se aposentavam, pediam demissão ou morriam não geravam vaga, apenas abriam espaço para a figura do “professor-substituto”. Trata-se de um processo de seleção simplificada através de edital público. O professor é contratado em condições precárias, sem direito a férias nem décimo terceiro salário, mediante análise de currículo e entrevista, pelo período de um ano, renovável.O regime é de 20 ou 40 horas e a exigência também é de titulação máxima. Tudo isso por um salário de mil e poucos reais. A falta de professores é tanta que há departamentos que funcionam às custas dos professores-substitutos, espécie de bóias-frias da universidade.
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Fonte: Blog Noblat
Escrito por Sindjor/mt às 18h27
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